Tive meu crédito negado. E agora?

Tive meu crédito negado. E agora?

Solicitar um financiamento ao banco ou um cartão a uma loja e ter o seu crédito negado pode ser um balde de água fria para os seus planos. Apesar da frustração, entretanto, essa resposta não deve ser vista como o fim do mundo: além de existirem medidas que podem aumentar as suas chances de aprovação, essa situação ainda pode ser determinante para afastá-la do superendividamento.

Neste texto, você entende os principais motivos que levam as empresas a negarem crédito aos seus clientes e as lições que você pode levar desse episódio.

Por que as empresas negam crédito?

Segundo dados do SPC Brasil, em agosto, 20,9% das pessoas que solicitaram financiamentos, cartões ou empréstimos, por exemplo, ouviram um “não” como resposta aos seus pedidos. “Hoje, as instituições estão negando crédito por restrições da própria população, que está com menos condições de arcar com suas dívidas. Devemos voltar a ver a oferta crescer no futuro, mas essa recuperação é lenta”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

O nome sujo é, sem dúvidas, a causa número 1 das negativas – motivo apresentado em 44% das vezes. Mas essa não é a única alegação posta à mesa: em 15,3% dos casos, o problema é a renda insuficiente, em 13,9% é a falta de comprovação de renda e em 9,1% é a ausência de conta no banco. Em outras 8,1% das situações, o pedido é negado porque o limite de crédito do cliente foi excedido. Há, ainda, 7,1% de casos em que não são dadas explicações e 2,3% com outras justificativas.

Essa foi a história, por exemplo, de Leandra*, de 41 anos. Mesmo com o nome limpo e a carteira assinada, ela viu seus pedidos de crediário e cartão serem negados duas vezes, em diferentes lojas. Na primeira vez, desejava comprar um microondas e, na segunda, uma televisão.

Nos dois episódios, a socióloga não recebeu uma explicação para a recusa. “Inclusive ligaram para o meu trabalho e mesmo assim o crédito foi negado.” Com o passar do tempo, entretanto, esse deixou de ser um problema. “Em 2007, fiz um financiamento imobiliário para compra de um apartamento. Depois aderi ao cartão de crédito e, desde então, as próprias instituições passaram a me enviar propostas.”

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Qual lição levar de uma negativa?

Marcela enfatiza que ter seu pedido negado nem sempre é algo ruim, já que o que está em jogo é o seu equilíbrio financeiro. “Essa situação pode impedir um problema maior, ou seja, que a pessoa fique inadimplente em um ponto que não consegue mais pagar.”

Esse momento, portanto, não é apenas de pensar em novas formas de conseguir crédito, mas em como colocar as finanças nos eixos. Refletindo sobre os seus hábitos de consumo e sobre os motivos da negativa, será possível encontrar soluções para se organizar melhor e conquistar uma vida financeira mais saudável.

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Essa pode ser uma boa oportunidade, por exemplo, para investir em reservas financeiras e reduzir sua dependência de financiamentos externos.

A grande questão é que o crédito não deve ser visto como a primeira opção de uma família, mas escolhido apenas depois de descartadas outras possibilidades e estudado o orçamento. “Pagando à vista, você elimina os juros, pode conseguir um desconto e ainda evita assumir uma responsabilidade financeira enquanto a situação econômica do País continua instável”, explica a economista.

Além disso, mudar a sua relação com o dinheiro pode, inclusive, ser determinante para aumentar as suas chances de aprovação no futuro. “A construção de um cadastro positivo, ou seja, de um bom currículo de pagadora, é muito importante nesse processo”, conclui Marcela.

* Nome ocultado para preservar a fonte. 

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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