Tudo sobre Renda Fixa

Tudo sobre Renda Fixa

A gente vive falando aqui sobre renda fixa, mas você sabe exatamente o que isso significa na prática? Um investimento em renda fixa na realidade é um empréstimo que fazemos para governos e empresas. Quando você compra um título de um banco, por exemplo, recebe os juros desta aplicação como rendimento. Já o banco usa o dinheiro que levanta com a venda dos títulos para se financiar. Como remuneração, ele paga juros para os seus investidores.

Imagine que a Petrobras quer fazer um investimento importante em poços de petróleo. De onde ela vai arranjar dinheiro? Uma opção é justamente vender títulos da Petrobras, que paguem uma determinada taxa de juros, entendeu?

No entanto, existem alguns tipos diferentes de títulos de renda fixa. Eles podem ter uma taxa prefixada (definida na hora da aplicação: você já sabe quanto vai ganhar de antemão) ou pós-fixada (o rendimento da aplicação está vinculado a algum indicador, como um índice de inflação, por exemplo, e você só sabe o retorno na hora do vencimento).

Pode parecer que a taxa prefixada tem vantagens óbvias, mas não necessariamente. Com este tipo de papel, você sabe antes apenas o rendimento nominal da aplicação, ou seja, o retorno dele sem descontar a inflação. Você não tem garantias que o seu retorno real será maior do que zero (superior à inflação). Mas isso não quer dizer que prefixados são melhores, apenas que conhecer o resultado da aplicação antes não é garantia de que ele vai ser bom. Se você quiser se proteger da inflação, por exemplo, pode comprar algum papel atrelado à inflação (como as NTN-Bs, que já falamos aqui). Não existe uma opção melhor que todas: você precisa ver o que você quer e quanto risco quer correr!

E por que alguns papeis pagam mais do que outros? Justamente pelas diferenças entre prazos e riscos. Um bom jeito de entender isso é tomar como exemplo dois títulos bem diferentes: um dos Estados Unidos, com prazo de 1 ano, e outro da Venezuela, de 10 anos. Muita coisa pode acontecer em 10 anos e quanto mais tempo passa, maior é o risco. Já um título americano é considerado mais seguro e previsível. Um jeito de a Venezuela conseguir vender os seus papeis é oferecer um rendimento maior, através de taxas de juros superiores. Então você assume um risco maior de não receber rendimento nenhum (caso a Venezuela não pague os seus títulos depois de 10 anos), mas por outro lado, pode vir a ganhar mais do que ganharia com um papel dos Estados Unidos.

Para você poder avaliar estes riscos diferentes, existem as agências de rating. Elas avaliam justamente o nível de risco de cada título. Quando o risco é baixo, o título é considerado investment grade, o que significa que é seguro comprá-lo. Quando o risco é elevado, o título é considerado “junk”. Atualmente, existem no mundo três grandes agências de rating: Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch.

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carolinaruhman

carolinaruhman

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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