“Uber” das babás, app oferece babysitters em poucos cliques

“Uber” das babás, app oferece babysitters em poucos cliques

Quais pais nunca se viram cancelando um jantar ou compromisso profissional porque não tinham com quem deixar os filhos? A situação tão recorrente também pegou o casal Luciana Pereira e Taric Andrade. Depois do nascimento das duas filhas, eles sentiam falta de sair para namorar, só os dois, e foram em busca de alguém que pudesse cuidar delas nesses momentos. Mas as opções não os convenceram. Foi aí que surgiu a ideia do Click Babá, um aplicativo que funciona como um Uber, mas com cuidadoras on demand. Basta fazer o pedido e pronto!

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Além da praticidade, um dos diferenciais é o rigoroso processo seletivo que as profissionais passam para entrarem no sistema. “Escolhemos as professoras para oferecer uma experiência pedagógica dentro de casa e as enfermeiras para atender famílias com crianças que possuem necessidades especiais”, explicam eles, que também garantem só escolher profissionais com vocação para cuidar de crianças. Para que se tenha ideia, de acordo com os criadores, apenas 8% das babás que se inscrevem são, de fato, aprovadas. Se ainda assim restar algum pé atrás, basta ver a avaliação e os comentários feitos por outros pais que já contrataram aquela babysitter.

A boa notícia é que o serviço é mais barato do que se imagina. As profissionais costumam cobrar de 20 a 55 reais por hora, precificando de acordo com sua experiência, data e horário de contratação, quantidade de crianças e suas idades.

Além de ocasiões especiais, pode ser uma boa ideia solicitar ajuda em situações mais corriqueiras. “Muitas mães já utilizaram o Click Babá para fazer home office, ou para simplesmente irem ao supermercados sozinhas. Outras estão fazendo mestrado ou doutorado e contratam a profissional pelo aplicativo para terminarem seus trabalhos e estudarem para suas provas”, conta o casal.

click-baba-aplicativo

Por enquanto, o serviço está disponível apenas na Grande São Paulo (todos os bairros da capital e ABC, Diadema, Guarulhos e Barueri), mas o objetivo é que ele chegue às cidades do interior e em outras capitais até dezembro deste ano. Disponível para Android e iOS.

Depoimento de quem já usou

Adriane Silva é só elogios para o Click Babá. Ela já acionou o app três vezes para cuidar de seu filho de 4 anos. A primeira foi para comemorar seu aniversário – ela não tinha com quem deixá-lo, mas todas nós merecemos curtir uma festa sem preocupação, não é mesmo? Na segunda, ela solicitou uma babysitter para acompanhá-la em uma comemoração e ajudá-la a cuidar da criança. Já na terceira, Adriane precisava resolver algumas pendências e não queria deixar a criança sem atenção. “Fiz o chamado e ela passou a manhã com meu filho, levando-o, inclusive, numa casa de recreação”, conta. “Uma das coisas que chamou minha atenção foi a preocupação quando perguntaram sobre restrições com a alimentação, se meu filho tinha alergia… Fiquei impressionada com o cuidado!”, finaliza.

E a criança?

De acordo com a psicopedagoga Sheila Leal, a rigidez na seleção das babás é um dos destaques do aplicativo. “Como elas têm uma orientação psicológica, sabem como agir quando a criança faz birra, chama pelos pais o tempo todo e outros comportamentos mais difíceis de lidar”, diz.

Não estar sempre com a mesma profissional também pode contribuir com o desenvolvimento do pequeno, uma vez que ele terá que se comunicar e criar vínculos com diferentes tipos de pessoas, com personalidades distintas e outros backgrounds socioeducativos. “Isso é benéfico especialmente quando ele é muito sozinho ou tímido, pois a interação o ajudará a se desenvolver”, completa. Para que dê certo, é importante que a babá saiba criar esse vínculo por meio de afeto e brincadeiras, além de se comunicar com todos os tipos de criança – isso pode ser verificado por meio dos feedbacks dados por outros pais no próprio app.

No entanto, para a especialista, o grande risco é que, diante de tanta comodidade, os pais acabem “terceirizando” a criação dos filhos, chamando uma babysitter em qualquer pequeno compromisso. “Em vez de elaborar estratégias para incluir os filhos nas situações, o que é fundamental para educá-los, tenho receio de que, para alguns, isso se torne uma rotina”, alerta Sheila.

Fotos: Shutterstock

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