Como um assalto me mostrou os limites da tecnologia

Como um assalto me mostrou os limites da tecnologia

* Luciana Cattony

Oi, meninas! Tudo bem? Nos últimos dias passei por uma experiência punk de um assalto (foi horrível, conto em outro post!) em que tive carro, celular e outras coisas roubadas. Estava com meu filho e minha irmã, mas graças a Deus, agora está tudo bem! Sinceramente acredito que até nas situações mais difíceis, a gente aprende alguma coisa e por isso compartilho com vocês a minha experiência e um ponto de vista que foi reforçado com a triste ocasião.

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa que vive conectada, curiosa por natureza, viciada em internet, feeds e apps dos mais diversos fins. Eu e muita gente, né? Acordava olhando a tela do celular (quem nunca?) e este processo se repetia até a hora de dormir. A tecnologia, sem dúvida, proporciona incríveis interações e gera conhecimento instantâneo, o que é muito bacana, certo? O outro lado da moeda é que a tela do celular, no meu caso, se tornava minha maior inimiga à medida que não conseguia estar “inteira” em diversas situações e que vivia sedenta pelo feed da minha timeline.

Vou dar um exemplo: ao brincar com o meu filho, tendo o celular do lado, não estava somente com ele, mas em companhia também de centenas de pessoas que estão ligadas a mim pelas redes sociais: algumas pessoas queridas e outras que não tenho a menor intimidade. Tinha o celular como meu fiel escudeiro; o via como a “maçã” que se recomenda ingerir em benefício da saúde… Nas corridas de carrinhos que fazia com o Henrique, antes mesmo de finalizarmos o percurso, uma foto do Instagram me interrompia como se fosse um grande outdoor, os feeds do Facebook eram verdadeiros pedágios e um email indesejado, um grande obstáculo a ser vencido. E o que era para ser somente eu e meu filhotinho na pista, de repente se transformava num engarrafamento sem fim!

Entre um empurrãozinho no balanço da pracinha e uma descida no escorregador, atualizações do Facebook pipocavam em minha tela. Na caixa de areia, organizava a minha caixa de entrada. Isso tudo porque as mulheres tem a “feliz habilidade” (será?) de fazer mil coisas ao mesmo tempo… Me dei conta (antes tarde do que nunca!) que muitos assuntos e muita gente invadia um espaço que era para ser somente meu e de quem estivesse comigo.

Agora, longe do aparelho “faz tudo” e com um telefone provisório que praticamente só faz e recebe ligações, me vejo mais inteira nas minhas relações. Não fico fuçando o celular enquanto converso e nem mesmo respondendo às mensagens instantaneamente, independente do local onde esteja. Existe vida sem zap zap minha gente! (E eu acreditava que não!)

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Me sinto realmente mais leve e com mais tempo para mim. Estou percebendo que havia uma cobrança enorme em minhas costas; sobre responder mensagens na hora em que as recebia… Mas vi que essa cobrança era só minha; afinal ninguém vai morrer se eu responder aos emails com algumas horas após o recebimento, né? Achava que não viveria sem meu celular: meus contatos, compromissos, feeds, emails etc. Mas sinceramente: está bem mais fácil do que eu pensava! Não digo que não voltarei a ter o aparelho “faz tudo”, mas garanto que estou aprendendo muito com essa experiência.

O assalto foi punk, mas usar a tecnologia de forma mais moderada está me fazendo colher frutos deliciosos; e posso garantir que não são maçãs! rs…Pensando em tudo isso, segue o vídeo abaixo, que já é antiguinho, mas continua super atual e pertinente ao tema de hoje. Vejam só:

E você? Vive algo semelhante ou tem alguma dica? Deixe seu comentário aí embaixo. Ah, e se passar por algum assalto (Deus queira que não!), não reaja! Isto pode garantir a sua vida e a de quem estiver com você!

Com carinho, Luciana 🙂

* Luciana Cattony é publicitária e fundadora do Real Maternidade, que propõe discutir com leveza os desafios de ser mãe. 

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