Um terço dos casais no Brasil não sabe quanto o parceiro ganha

Um terço dos casais no Brasil não sabe quanto o parceiro ganha

No altar da Igreja, o casal jura fidelidade e companheirismo na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza até que a morte os separe. O juramento é muito bonito, mas por mais que os casais prometam estar lado a lado não só nos momentos de fartura, mas também nos de dificuldade financeira, a realidade é que para muitos deles não existe transparência quando o assunto é dinheiro. Prova disso foi a pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a qual revelou que mais de um terço dos casais brasileiros (35%) não sabe qual é o salário do parceiro.

A discussão sobre o orçamento da família também é uma pauta pouco discutida em casa. O levantamento apontou que somente 31% das famílias discute os gastos e receitas com o cônjuge e outros membros da casa.

Gastos pessoais

Além da questão do salário e do orçamento, um outro ponto da pesquisa chamou atenção. Se por um lado existe transparência na hora de falar sobre as contas da casa (as informações são compartilhadas por 93% dos casais), por outro falta a mesma clareza na hora de mencionar as despesas pessoais. O estudo apontou que um a cada quatro entrevistados não compartilha os gastos pessoais com parceiros.

O perfil quanto às despesas que ficam ocultas também varia muito entre homens e mulheres, conforme mostra a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “A pesquisa mostrou também que em geral as mulheres costumam omitir gastos com roupas (60%), calçados (42%) e acessórios (40%). Já os homens têm o hábito de não revelar os valores dos gastos com saídas para bares, cinemas, teatro e restaurantes (40%), além dos gastos com carros, motos (41%) e cigarros e bebidas (19%)”, comentou.

Ainda quanto aos gastos pessoais, a pesquisa mostrou que as mulheres têm um perfil mais reservado, sendo que 39% não revelam suas despesas aos parceiros.

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Futuro

Quando o assunto é planejamento para o futuro, um número considerável de famílias deixam de reservar dinheiro. Segundo o estudo, 4 em cada 10 famílias não fazem poupança (38%). Quando sobra alguma grana ao fim do mês, ela acaba sendo direcionada para o pagamento das contas do mês seguinte.

Para a economista-chefe do órgão, isso demonstra que com uma boa conversa sobre o orçamento da casa pode melhorar o uso da renda e resultar em economia de dinheiro ao fim de cada mês.

De acordo com a SPC Brasil, a orientação do educador financeiro do órgão, José Vignoli, é conversar mais abertamente sobre dinheiro em casa. Para ele, o consumidor sabe pouco sobre como conduzir seu orçamento pessoal ou simplesmente não se importa. “E a situação só piora quando um assunto que deve ser compartilhado com os familiares fica escondido. Por isso, o ideal é conversar sobre dinheiro tanto nos momentos bons quanto nos ruins. Desta forma, na hora da dificuldade, o assunto poderá ser tratado de forma mais natural”, conclui. 

Para realizar o levantamento, o SPC ouviu 662 pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais, nas 27 capitais do país.

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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