Uma carreira em prol da educação infantil

Uma carreira em prol da educação infantil

Existem experiências em nossas vidas que abrem portas para caminhos inusitados. E maior do que a felicidade com os novos rumos, é o sentimento de satisfação quando percebe-se que a carreira está contribuindo para um bem social.

A empresária Mary Anne Amorim é alguém que vem vivendo o que acabamos de descrever. A trajetória começou com uma formação em Comércio Exterior, um mestrado em Relações Internacionais e passou por uma grande experiência como CEO da Lego Education no Brasil.

A partir daí, a expertise que adquiriu na companhia lhe levaram a estudar mais a fundo a educação infantil, pesquisa que resultou futuramente na criação da Pupa, uma empresa especializada em capacitar cuidadores para o desenvolvimento das crianças com idade entre 0 e 6 anos.

A motivação

“No Brasil, somente 10% a 15% das crianças de 0 a 6 anos recebem educação formal na creche. As pessoas que cuidam dessas crianças não tem a formação adequada para proporcionar o devido desenvolvimento a elas”, relata. A falta de estímulo nesta fase é uma das causas do analfabetismo funcional, segundo ela.

Durante a fase da pesquisa, Mary Anne aprendeu coisas sobre a formação infantil que não fazia a menor ideia quando seus quatro filhos estavam nessa faixa etária. “Essa é a fase em que as crianças vão desenvolver capacidades cognitivas e emocionais que vão influenciar no aprendizado ao longo da vida”.

Ainda durante o período em que trabalhou na Lego, chegou a desenvolver projetos filantrópicos em comunidades carentes, para que as crianças pudessem aprender brincando. O engajamento fortaleceu a vontade de aplicar essa metodologia de aprendizado para pessoas de baixa renda, reforçando aos cuidadores a necessidade de dar o suporte adequado às crianças.

“Fiz contato com líderes comunitários e testei essa hipótese em várias regiões de São Paulo. Os pais das crianças saem para trabalhar e elas acabam ficando sob os cuidados de parentes, amigos. Muitas vezes ficam várias crianças em um espaço pequeno, passam grande parte do tempo vendo televisão e deixam de estimular o cérebro de outras maneiras”, comenta.

Um passo adiante

O projeto com crianças carentes foi apresentado para a Lego, que na época não podia fornecer recursos financeiros, mas forneceu equipamento e apresentou a empresária ao Banco Internacional de Desenvolvimento (BID). Participou de um concurso promovido pela instituição em 2010 e venceu a competição com o projeto para capacitar cuidadores.

Banco de imagens da Pupa/Tadeu Brunelli

Em 2012 deixou a Lego para dedicar-se totalmente à Pupa, que recebeu o primeiro financiamento pelo BID. A partir do ano passado levou o projeto a comunidades com baixo nível de desenvolvimento humano no interior do Espírito Santo, no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio Grande do Sul, a pedido de grandes empresas, como a Loreal, a Faber Castell, a KPMG e a Vale do Rio Doce. “Mesmo em creches, vemos muitos cuidadores que não tem uma formação além do ensino médio. Nas comunidades, muitas vezes as crianças acabam ficando com as pessoas que estão desempregadas e elas não tem a orientação necessária para dar tudo que a criança precisa para ter um bom desenvolvimento”, avalia.

Agora a empresária trabalha em novas parcerias em Pernambuco, Ceará, interior de São Paulo e Minas Gerais. Os cursos atualmente são ministrados tanto para comunidades carentes quanto para famílias com maior renda. “Mesmo na alta renda as babás nem sempre tem a formação apropriada. A criança entra na escola sem uma base adequada”.

Desde que desvinculou-se da Lego para dedicar-se à Pupa, a empresária já levou o curso para cuidadores a cerca de 1.300 pessoas. Quem estiver interessada em conhecer melhor os cursos para cuidadores, vale a pena dar uma olhada aqui. O Finanças Femininas acredita na iniciativa e torce para que o projeto cresça cada vez mais!

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