Vale a pena ter uma conta conjunta?

Vale a pena ter uma conta conjunta?

Ao contrário do que muita gente pensa, ter uma conta conjunta não é sinônimo de ter uma relação financeira saudável com o seu marido – para isso, a gente tem que levar vários outros fatores em conta: o quanto é discutido entre o casal, se há um acordo entre vocês sobre as contas e para onde vai o dinheiro, se existe transparência e cumplicidade… A conta conjunta é uma opção e tem vários prós… e contras!

Para montar uma conta conjunta, vocês vão ter que dividir tudo: gastos e receitas. Isso é algo que os dois querem? Algum dos dois precisa? Tem o lado prático da coisa, ao ter todo o dinheiro do casal junto, mas tem gente que não quer nem pensar em ter que dividir tudo isso – e está tudo bem.

Há casais que possuem uma conta conjunta, mas isso só traz transtorno e discussão – afinal, ninguém quer ficar sendo cobrada por que gastou tanto nisso ou naquilo. Tem aqueles outros onde cada um tem a sua conta separada e tudo funciona bem na vida financeira. Então, o que é melhor: ter ou não ter uma conta conjunta?

Para vocês poderem tomar essa decisão, antes precisam fazer uma lição de casa:

Ser transparentes: Vocês sabem quanto cada um ganha – e gasta? Compartilhar isso com o seu marido (e ele com você) e ter um acordo sobre o orçamento de vocês é fundamental para ter uma boa relação financeira. Não adianta nada ter uma conta conjunta, se for para um ficar brigando com o outro o tempo todo por conta de gastos na conta conjunta.

Montar um orçamento do casal: Para ter uma conta do casal, vocês precisam discutir antes as metas de gastos de vocês. Se uma conta individual já é difício de organizar, imagine duas! A conta só funciona com um bom planejamento financeiro do casal.

Fazer um acordo: Vocês não precisam ganhar o mesmo nível de salário para poderem abrir uma conta conjunta – o que vocês precisam é ter de comum acordo quanto cada um vai colaborar para criar aquela conta e para o que ela vai ser usada. Com isso tudo combinado, as chances de vocês discutirem por um gasto ou outro fica bem menor.

Manter suas contas individuais: Para ter um relacionamento saudável, você precisa manter a sua independência – e isso passa por manter a sua conta no banco. Tem certos gastos que são só seus e você não precisa dividir. É uma ilusão achar que uma conta conjunta é tudo o que vocês precisam!

Avaliar o regime de bens: Não importa o regime de bens que vocês se casaram, em caso de separação, o dinheiro da conta conjunta é dividido igualmente entre vocês. Mesmo em caso de separação total de bens, pois fica muito difícil comprovar que os recursos eram só de um ou só de outro.

Tomar uma decisão: Com tudo isso em mente, aí sim vocês podem sentar para conversar e avaliar se faz sentido terem uma conta conjunta ou não – e se é isso que os dois querem!

Você tem uma conta conjunta? Funciona? Conta pra gente a sua experiência!

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carolinaruhman

carolinaruhman

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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