Você precisa repensar essas 5 atitudes com a empregada doméstica

Você precisa repensar essas 5 atitudes com a empregada doméstica

O Dia Nacional da Empregada Doméstica é comemorado em 27 de abril – dia de Santa Zita, padroeira da categoria. A profissão existe há séculos, mas apenas há poucos anos os direitos foram garantidos no Brasil, incluindo jornada de oito horas, pagamento de horas extras, adicional noturno e recolhimento obrigatório do FGTS por parte do patrão. Além das trabalhadoras fixas, há ainda as diaristas que, apesar de não terem vínculo CLT, merecem igual reverência.

Apesar disso, a categoria – formada principalmente por mulheres negras – ainda é tratada com inferioridade por grande parte da sociedade. O preconceito dá origem a comportamentos que rebaixam as trabalhadoras domésticas. Alguns são tão culturais e arraigados que muitos patrões mal percebem que estão sendo desrespeitosos. Por isso, reunimos atitudes comumente tomadas com a empregada doméstica que precisam ser repensadas.

1. Desrespeitar as leis que regem o trabalho doméstico

“Nos dias de hoje ainda é muito comum ver o descaso de empregadores com suas domésticas. Muitos fecham os olhos para as leis e continuam a explorar suas funcionárias, solicitando mais horas de serviço do que é permitido por lei, negando refeição e sequer pagando uma cesta básica”, lamenta Janaína Mariano Souza, presidente do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo (Sindoméstica).

Pela lei, a trabalhadora doméstica também tem direito a uma hora de almoço. “Mas nem sempre isso é cumprido, pois o empregador a manda comer ‘rapidinho’ para poder terminar os afazeres do dia”, diz. O patrão que ignorar as leis está sujeito a processo.

dia-empregada-domestica

2. Pedir favores frívolos

Pense na seguinte cena: a empregada doméstica está na cozinha, envolvida em seus afazeres, enquanto o patrão está sentado no sofá assistindo TV. Ele fica com sede. Em vez de se levantar e buscar seu próprio copo d’água, pede à trabalhadora que leve a ele – fazendo-a interromper tudo que estava fazendo apenas porque está com preguiça ou por achar que “ela é paga para isso”. Apesar de não existir nada na lei que impeça essa atitude, vale o bom senso e empatia. “Em toda relação humana devem ser adotados o respeito e a gentileza como base para que o convívio entre as pessoas seja melhor. Isso não deve ser diferente na relação patrão e empregado”, reforça Janaína.

3. Deixá-la ser completamente responsável por seus filhos

A tendência de deixar tudo nas mãos da trabalhadora pode ser prejudicial até para a criação dos filhos. É importante que eles saibam que não podem ter tudo “de mão beijada”, pois a vida real não funciona desta forma. Assim, em vez de impedi-los de arrumar a cama “pois a empregada foi contratada para isso”, aproveite a situação para ensinar valores como disciplina e respeito.

4. Proibi-la de subir pelo elevador social

Herança do período de escravidão, a segregação ainda faz parte da realidade da empregada doméstica e diarista – e ela se reflete até mesmo na restrição do uso do elevador social.

É importante entender que “elevador de serviço” não é o mesmo que “elevador de serviçal” e, portanto, tem uma função específica. Por exemplo, em alguns condomínios, a regra é simples: pessoas – tanto moradores quanto prestadores de serviço – utilizam o elevador social e, no de serviço, circulam pessoas com animais ou com caixas de pizza (por causa do cheiro), carrinhos, mudanças, grandes caixas e banhistas.

Lembrando que, no estado de São Paulo, vale a Lei nº 11.995, de 16 de janeiro de 1996, que veda qualquer tipo de discriminação no uso de elevadores em edifícios.

5. Tratá-la mal

“Sempre que a trabalhadora é exposta a situações prolongadas de humilhação, constrangimento, depreciação e desrespeito que tornem o ambiente de trabalho insuportável para o empregado, forçando-a muitas vezes a pedir demissão do emprego, fica caracterizado o assédio moral”, define Janaína.

Assim, o patrão que humilha a empregada “apenas” uma vez não comete assédio moral, contudo, pode ser processado por danos morais e ter que pagar indenização. Apesar do aparato legal para proteger a trabalhadora doméstica, o respeito deve ser um valor cultivado por empatia, não por medo.

Fotos: Shutterstock

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter! 

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

Dúvidas enviadas através desse formulário não serão respondidas individualmente por e-mail.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close