2016 será o ano das mulheres, segundo The Economist

2016 será o ano das mulheres, segundo The Economist

A candidatura de Hillary Clinton à presidência dos Estados Unidos com uma campanha focada na diminuição da diferença salarial entre homens e mulheres no país, a forte influência da chefe de governo da Alemanha, Angela Merkel, sobre as decisões políticas na Europa e a luta da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, para resistir a um possível impeachment.

Em um artigo sobre as perspectivas para o ano novo que se aproxima, a revista The Economist lembrou destes e outros fatos de 2015 para mostrar como o cenário da política e da economia tem mulheres como personagens decisivas. Segundo a publicação, 2016 será o ano das mulheres.

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Em contraponto ao fato preocupante de que os homens ainda ocupam boa parte dos cargos importantes em diversas áreas da sociedade, a recente nomeação de Merkel como “personalidade do ano” pela revista Time, acaba confirmando que está difícil ignorar o papel das mulheres no cenário atual. Esta é a primeira eleição de uma mulher para o título desde 1986, quando Corazón Aquino, ex-presidente das Filipinas, foi lembrada.

No Brasil, apesar do cenário político e econômico difícil administrado pela presidente, as mulheres viraram notícia nacional e internacionalmente, por conta da resistência e atos políticos que protagonizaram ao longo do ano.

Com Simone de Bevouir e a violência contra a mulher no Brasil sendo pautas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e as tags #PrimeiroAssedio e #AmigoSecreto viralizando nas redes sociais, o interesse por “empoderamento feminino” aumentou um total de 354,5% nas buscas do Google com relação à 2014, de acordo com a pesquisa da Agência Ideal em parceria com o coletivo Think Olga.

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Em meio a tudo isso, a Primavera das Mulheres foi marcada por protestos em todo o país contra o projeto de lei que dificulta o atendimento à vitimas de aborto, imposto pelo inimigo declarado daquelas que apoiaram o movimento, o presidente da câmara de deputados Eduardo Cunha.

2016-ano-das-mulheresFoto de Juliana Kase / Reprodução da página Jornalistas Livres no Facebook.

Não é a toa que, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, 2015 é o ano em que a denúncias contra abuso e violência para o número 180 aumentaram 40%. Esse foi o crescimento registrado entre janeiro a outubro, em comparação ao mesmo período em 2014.

Na área da economia, as mulheres deixaram de ser um nicho do mercado para tornarem-se empreendedoras e responsáveis por ações que incentivam a independência financeira, como mostrou a pesquisa “Revolução Delas“.

Todas essas ações empoderadoras servem como uma abertura para que o feminismo possa ser mais pautado e as questões sociais e políticas das mulheres virem debates mais abertos em 2016. Então, será que ainda restam dúvidas de que 2016 será mesmo o nosso ano?

Foto: Shutterstock

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