3 principais descuidos de autônomas e empresárias

3 principais descuidos de autônomas e empresárias

*Jaques Cohen

Alguns descuidos  podem custar caro à profissional que recebe sua renda como Pessoa Jurídica. O assunto é importante para aquelas que trabalham como autônomas ou empresárias, para quem não é registrada em carteira ou até para celetistas e estatutárias que pensem em mudar de carreira e empreender. Se este é o seu caso, vale verificar para garantir que você não está cometendo nenhum destes erros.

Não menospreze a sua previdência

É muito comum a prática de recolher o INSS sobre um salário mínimo apenas ou, por vezes, nem isso. Apesar da má fama, o INSS possui boas vantagens, como o seu caráter vitalício e o fato de poder ser deduzido na totalidade da base de cálculo do Imposto de Renda.

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Se você optou por deixar o INSS de lado, deve saber que passou a ser integralmente responsável pelo seu projeto de aposentadoria. Por mais que ache o assunto complexo, deve lidar com ele através de uma previdência privada ou de uma reserva própria em outros investimentos.

Na verdade, todos aqueles que recebem mais do que o teto do INSS e não contam com o privilégio da aposentadoria integral estão no mesmo barco. Usando essa analogia, isso quer dizer que o seu bilhete não dá direito ao bote salva vidas se o Titanic afundar. Fique atenta!

A propósito, hoje o teto do INSS é de R$5.189,82, já reajustado em janeiro de 2016.

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Não menospreze seguros para cobrir os seus riscos

Vamos continuar com uma metáfora: o Titanic afunda, mas você ainda é jovem, consegue nadar até um ponto seguro, sai com vida só que temporariamente inválida. A conclusão desse enredo é óbvia: se você não tiver contribuído com o INSS ou contratado um seguro que cubra invalidez temporária, terá problemas graves de fluxo de caixa.

O INSS, além de ser a aposentadoria oficial, serve como seguro nesses casos. A escolha  pode ser por ele, pelo seguro em si ou por uma combinação de ambos (INSS até o teto e seguro complementar). O mesmo é válido também para outros riscos, como morte e invalidez permanente.

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Sobre seguros, não é só isso: se você tem a sua própria empresa, precisa saber também que corre riscos profissionais. A White Star Line, empresa proprietária do Titanic, foi processada pelos familiares das vítimas, do mesmo modo que poderia ocorrer com profissionais de áreas como medicina no caso de um erro médico, de um psicólogo ou de muitos outros profissionais.

Existem seguros específicos que cobrem esses riscos profissionais. Sim, isso pode parecer um exagero de um planejador financeiro chato que fala sobre finanças pessoais na internet. Mas se você não levar isso em consideração, vai ficar com uma falsa impressão sobre o tanto que efetivamente ganha como profissional, já que parte do dinheiro que vem recebendo pode ir embora futuramente para pagar advogados e indenizações.

Portanto, se não for contratar os seguros comentados, pelo menos junte mais reservas ou então esteja ciente dos riscos que corre: o mundo é complexo e o futuro é incerto, mas existem ferramentas para amenizar os baques.

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Tome os devidos cuidados ao distribuir seus lucros

Nesse ponto mais técnico vamos focar naquelas que recebem com um CNPJ cadastrado como Simples Nacional. É comum distribuir dividendos com isenção de Imposto de Renda para evitar a cobrança do tributo que aconteceria se a renda fosse declarada como Pró-Labore.

Porém, se você não fizer isso da forma correta, pode ter problemas com a Receita Federal. O seu contador deve fazer a escrituração contábil e registrar um balancete ao menos uma vez por ano.

Para evitar o risco de cair na malha fina e ainda economizar com os impostos sobre a distribuição de lucro, reforçar a exigência da escrituração junto ao seu contador parece uma medida razoável e bem barata.

*Jaques Cohen, CFP é planejador financeiro pessoal e possui certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). E-mail: labdovalor@gmail.com

Fotos: Shutterstock

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