4 dicas para organizar o orçamento trabalhando como autônoma

4 dicas para organizar o orçamento trabalhando como autônoma

Investir em um projeto pessoal e trabalhar como autônoma é uma alternativa comumente buscada no Brasil. Há quem opte por este caminho pela vontade de ter a independência de trabalhar para si mesma e fazer o que gosta com autonomia, bem como quem busque o trabalho autônomo como forma de usar o potencial e a criatividade para contornar um período difícil, como é o caso da crise econômica que o Brasil vem enfrentando.

Independente de qual for o contexto, quem está começando a vida como autônoma precisa se atentar para um ajuste de realidade ainda pouco familiar: o ajuste do orçamento com a falta de previsão de quanto dinheiro entrará no caixa por mês.

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Para evitar que haja descontrole com as contas e a vida financeira entre em um espiral de dívidas, vamos dar algumas dicas de como manter o orçamento controlado e ter sucesso como autônoma.

Estabelecendo os custos fixos

O professor de economia e empreendedorismo pela IBE-FGV, Paulo Ferreira, lembra que um dos erros mais comuns cometidos por profissionais autônomos é o descontrole financeiro por misturar contas de pessoa física e pessoa jurídica. “É preciso que a pessoa faça um levantamento das despesas como pessoa física separadamente das despesas de pessoa jurídica. Só conhecendo bem as despesas da empresa ela vai conseguir calcular o que tem de retorno”, comenta.

A partir do momento que você identificou quais são as suas principais despesas fixas, você saberá o mínimo que precisa faturar a cada mês para que sua atividade valha a pena.

Organizando a receita

O especialista recomenda que a autônoma classifique seus clientes, direcionando a renda que recebe daqueles clientes mais fieis para custear as despesas fixas. O mais lógico é realmente direcionar o dinheiro que você pode contar todo mês para custear as despesas que sempre vão existir.

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Equilibrando os meses 

Quem trabalha autonomamente sabe que existem meses de muita fartura, bem como aqueles de menor movimento. Como lidar com essas diferenças no faturamento? Economizando. “Nas épocas de vacas gordas, a regra é guardar o que sobrar para compensar em um mês de pouco movimento”, recomenda. Assim fica mais fácil estabelecer uma média de receita, mesmo com os altos e baixos de cada mês.

Investindo no próprio negócio

Além de investir parte do lucro, é fundamental que a profissional autônoma invista em si mesma para que continue crescendo. É preciso lembrar que sendo chefe de si mesma, o seu aumento só vai acontecer se você buscar sempre evoluir e aprimorar a sua atividade. “Se a sua atividade não está dando certo, procure os motivos para isso. Invista em um treinamento, visite feiras para abrir a cabeça, conhecer as novidades, ter novas ideias. Procure entender o que você pode mudar e melhorar”, recomenda.

Ele ressalta que essa especialização constante pode fornecer insights para diversificar a produção, caso os resultados não estejam favoráveis. Além disso, o estabelecimento de metas, sejam elas mensais ou semanais, é uma forma de incentivar a profissional autônoma a permanecer crescendo.

Por fim, mas não menos importante, tenha a certeza de conhecer muito bem a sua área de atuação ou de associar-se a alguém que tenha este conhecimento, a fim de evitar perder as economias acumuladas ao longo de anos para investir em uma atividade como autônoma.

 

Crédito das fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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