5 dicas para você se cobrar menos como mãe e profissional

5 dicas para você se cobrar menos como mãe e profissional

Não é nada fácil conciliar o tempo entre os papéis de mãe e profissional – além de todas as outras funções assumidas pela mulher. “No discurso, essa divisão costuma funcionar muito bem, mas, na verdade, a gente sabe que existe uma série de dificuldades para colocar em prática esse equilíbrio”, defende Carol Sandler, fundadora do Finanças Femininas.

Para conversar sobre os diversos dilemas que envolvem o universo de carreira e maternidade, a Carol e a Karina Alves, editora do site, chamaram a Cris Bartis, mãe, publicitária e criadora do podcast Mamilos, para um papo no 12º episódio do Mapa da Mina. Abaixo você confere algumas dicas que elas deram para te ajudar a relaxar e exigir menos de si no período posterior à maternidade. Confira.

1) Não dê tanta atenção às cobranças

São muitas as cobranças – internas e externas – que fazem parte da vida das mulheres que tentam atingir o objetivo (inalcançável) de serem mães, esposas, profissionais, filhas e amigas… perfeitas. A ideia de que é preciso “dar conta de tudo” – e sem reclamar – causa muito sofrimento. E o conselho, então, é: aceite que você não será perfeita e tente ser o melhor que pode em cada uma das áreas da sua vida.

“A gente se cobra a partir do que é colocado para a gente como desejado. E os parâmetros são muito altos. Se eu pudesse voltar no tempo, seria mais gentil comigo logo que me tornei mãe. Eu me culpava demais e não conseguia perceber que era uma fase difícil mesmo e tudo bem admitir isso”, conta Cris.

2) Aceite que você pode querer um tempo para si

Depois de ter filhos, pode ser difícil para algumas mulheres dizerem para si (e para os outros) que desejam um tempo para cuidar dos próprios projetos. Perguntas como: “Mas com quem vai ficar o seu filho?”, “Mas você vai dar conta de tudo isso?” frequentemente aparecem depois de demonstrada a vontade de aceitar a promoção no trabalho, fazer uma viagem sozinha ou um curso intensivo.

Porém, vale muito a pena admitir para si mesma que você é muitas outras coisas além de mãe – e não há problema nenhum nisso. “É importante lembrar também que o pai é igualmente responsável pela criação, não só um ajudante. Por isso, não há por que se sentir culpada por querer fazer suas próprias atividades”, opina Carol.

3) Converse com os outros

Quando surgir a famosa sensação do “não vou dar conta”, pode ser muito interessante deixar o orgulho de lado e chamar outras mães para uma conversa sincera. “Quando me tornei mãe, me senti muito presa às minhas aflições. Pensava ‘você não queria ter um filho? Por que está sofrendo agora?’. Hoje vejo que deveria ter dividido mais o que sentia”, conta Cris. Ouvindo o relato de outras pessoas que já passaram por isso, será mais fácil ter a consciência de que, sim: as dificuldades vão passar e você vai dar conta disso.

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4) Aceite que as coisas mudaram (e você não vai amar isso sempre)

“A gente muda muito quando tem filho. Aprendemos a lidar melhor com as pessoas, exercitar a empatia e a paciência de uma maneira muito melhor. Mas isso não quer dizer que não sintamos falta de quem éramos antes, de ter mais tempo para si, por exemplo”, coloca Cris. Por isso, aceite que às vezes sentirá saudade do passado – e que isso não é sinal de falta de amor pelo seu filho.

5) Respeite o seu tempo

Muita gente decide deixar o emprego depois de ter filhos – e essa é uma opção totalmente legítima. Mas para quem deseja retomar a carreira depois da licença-maternidade, a volta pode ser desafiadora. Nesse sentido, vale a pena tentar respirar e respeitar o seu tempo nesse retorno.

“Quando o filho chega, você pensa ‘acabou a minha carreira’, mas depois vê que não é bem assim. Quando voltei de licença, ficava no trabalho pensando na minha filha e em casa pensando no trabalho. Não conseguia fazer nenhum dos dois muito bem. Mas aos poucos fui encontrando a melhor forma de conciliar tudo isso”, conta Cris.

Quer saber mais?

Para ouvir a conversa completa, ouça o episódio “Carreira e maternidade (o que ninguém te conta!)”.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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