5 dívidas para nunca fazer

5 dívidas para nunca fazer

Ninguém quer ter dívidas que não pode pagar. Com as taxas de juros no patamar atual, então, nem se fala. No mundo ideal, devemos sempre fugir dos juros e nos organizarmos antes das compras, mas às vezes não tem jeito: damos uma patinada ou passamos por um imprevisto e acabamos escorregando nas finanças.

A questão é que existem dívidas e dívidas: algumas são importantes e nos ajudam a realizar os grandes sonhos da vida, como a casa própria. Certos tipos são até aceitáveis e podem nos ajudar a respirar em um momento de dificuldade. Já outras… só complicam ainda mais as nossas contas. E são dessas que devemos fugir a qualquer custo.

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Para Sérgio Bessa, professor dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), devemos prestar atenção principalmente às dívidas pequenas, como as compras parceladas “sem juros” e os famosos “x” vezes no cartão, pois são essas que nos pegam de surpresa – e também nos deixam com as maiores taxas de juros em caso de não pagamento.

“Sempre digo que as pessoas quebram pelas dívidas pequenas e não pelas grandes. As grandes você enxerga o valor e foge delas. As pequenas é que você vai contraindo sem perceber. Aí, quando se dá conta, seu cartão já está em um valor impagável.”

Para te ajudarmos na luta contra a bola de neve dos juros, listamos as 5 piores dívidas que você pode fazer:

 

1) Cheque especial

Lembre-se sempre: se o crédito é fácil demais, muito provavelmente a taxa de juros é absurda. E a realidade mostra isso: a taxa de juros do cheque especial bateu 315% ao ano em junho.

Segundo Bessa, o cheque especial pode ser aceitável – muito diferente de valer a pena, por favor – se você entrar por um período curto de dias, por uma situação muito específica, e resolver essa pendência logo em seguida. Mas o ideal mesmo é se organizar pra não entrar nesse enrosco. O que você não pode fazer de jeito nenhum é encarar o limite do cheque especial como parte da sua renda.

2) Rotativo do cartão de crédito

Já não há o que explique o rotativo do cartão de crédito: a taxa média ultrapassa os 470% ao ano! Bessa explica que essa dívida “é, de longe, a pior de todas”. Pagar o valor mínimo da fatura do seu cartão de crédito e deixar a dívida rolar para o mês seguinte é, sem dúvida, o pior erro que você pode cometer com as suas finanças. Por isso, nada de cair nessa cilada.

Leia também: Como viver em paz com o cartão de crédito?

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3) Consignado

Para Bessa, o consignado é a “dívida ruim disfarçada de dívida boa”. Nesse caso, o empréstimo está ligado ao seu emprego com carteira assinada e, então, as taxas são um pouco menores do que as dos empréstimos para pessoa física, já que o risco dos bancos é muito menor. Além disso, as pessoas ficam tentadas a contrai-lo pela facilidade em se obter o crédito. Mas, ainda assim, as taxas são altas e podem comprometer a sua organização financeira, já que as parcelas são descontadas diretamente do seu salário.

4) Direto com financeiras

Já sabe: sempre que o milagre for muito bom, desconfie do santo. Empréstimos disponibilizados com muita facilidade são sinônimos de taxas de juros altas. Ninguém vai correr o risco de não receber sem tirar alguma vantagem disso! Por isso, no geral, empréstimos diretos com financeiras não são bons negócios. Em média, a taxa de juros cobrada chega a 150% ao ano.

5) Dívidas longas sem planejamento

No financiamento imobiliário, por exemplo, as taxas não chegam nem perto das do cartão de crédito, mas o valor e principalmente o prazo do financiamento podem causar um efeito bola de neve nas suas contas. Por isso, é preciso sempre ter certeza de que o valor da prestação cabe no seu bolso, ter certeza do total dos juros e taxas cobradas, conhecer todas as condições do seu financiamento e ter uma boa reserva de emergência.

E fazer dívida pra sair de outra dívida: pode?

Pode sim, mas depende. Isso vale a pena quando conseguimos trocar uma dívida “cara”, por uma dívida “mais barata”. Por exemplo, trocar uma dívida no cheque especial por um empréstimo com taxas menores.

“É bom termos em mente que as dívidas interessam aos bancos, mas só as que são pagas. E é exatamente por isso que eles oferecem empréstimos para quitar dívidas”, explica Bessa.  O importante é estar sempre atento ao acordo que se está fazendo, principalmente à taxa de juros, para não cair em outra cilada. Outro ponto essencial é fazer um empréstimo cujas parcelas caibam no seu orçamento – assim você evita sujar o seu nome no processo.

 

Foto: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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