5 erros cometidos por pessoas que decidem morar fora do Brasil

5 erros cometidos por pessoas que decidem morar fora do Brasil

Morar fora do Brasil é uma decisão que requer muito planejamento. Uma pesquisa realizada pela consultoria A Ponte Estratégia revelou que 36% dos brasileiros têm planos de se mudar. Foram entrevistadas 1.200 pessoas entre 18 e 65 anos.

Para Cícero Andrade, coach especialista em grandes mudanças, o maior erro de quem quer morar fora do País é fazer isso sem avaliar o porquê deste movimento. “Vejo muita gente que se muda por moda ou apenas para uma forte insatisfação com o momento atual de onde está. Mudar-se para outro país não pode ser para fugir do seu endereço atual – isso só ocorre quando você é um refugiado, e não um imigrante. Essa mudança tem que estar alinhada com um propósito”, comenta.

Se você pretende se mudar, fuja desses 5 erros cometidos por quem decide morar fora do País.

1 – Não pensar a longo prazo

Escolher um destino baseado nos valores a serem gastos, por modismo ou até mesmo seguindo a opinião de amigos pode acabar tornando a viagem dos sonhos em pesadelo. Antes de escolher para qual país quer se mudar, avalie bem quais se encaixam em seu perfil e em quais oportunidades você está em busca.

“A mudança tem que fazer sentido em um plano a longo prazo e, acima de tudo, tem que ser feita de forma planejada, levando-se em conta todos os aspectos da sua vida”, explica Andrade.

2 – Levar-se pela emoção

Todo mundo tem aquela cidade que está nos planos para as férias, seja onde nasceu seu cantor favorito, que tem uma linda praia ou é um destino badalado. Mas lembre-se, todos os lugares têm problemas, seja de trânsito, do clima e até políticos. Pesquise o que de fato acontece com os moradores de lá. Afinal, o que o turista vê pode ser diferente da realidade.

“Pense se mudar de país é a escolha certa. Se for, o local escolhido tem tudo aquilo que você realmente quer perto da sua casa?”, questiona Andrade.

3 – Não comparar o custo de vida

Pesquise o quanto será necessário para viver no novo país. Alguns sites ajudam nesse trabalho, como o Expatistan (em inglês). O portal, que funciona de forma colaborativa, informa o custo de vida em mais de 200 países – os dados são enviados por pessoas que vivem nesses locais.

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Cidades centrais, que são frequentemente destinos turísticos, podem ter um custo de vida mais elevado. E os valores mudam dependendo do que você fará no outro país. Se for para estudar, pode ficar em repúblicas, casas de famílias ou morar na própria instituição de ensino. Se for a trabalho, precisará alugar e manter um imóvel para ficar, por exemplo.

4 – Não planejar o antes, o durante e o depois

É importante se atentar a alguns cuidados a serem tomados ao longo do processo de mudança. Dê preferência a países mais receptivos à imigração e leve em conta também a cultura, situação econômica, taxa de desemprego e o clima.

Ao decidir para qual país irá, pesquise qual o tipo de visto se encaixa em seu perfil – os mais comuns são os vistos de estudo e de trabalho. (confira as opções no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública).

Depois de escolher o destino e ter certeza de que a experiência agregará em sua vida, cuidado com as armadilhas. “É muito comum brasileiros que vão para o exterior se relacionarem apenas dentro da comunidade brasileira do país. Morar em outro país é uma oportunidade única de viver em outra cultura”, pontua Andrade.

Ao fim dessa jornada, certifique-se de que empregará o aprendizado. “Depois, coloque em prática tudo que você tenha aprendido com a experiência. Pode até ser para voltar e ajudar a melhorar seu país de origem”, aconselha Andrade.

5 – Não buscar ajuda profissional

Passar por uma grande mudança sem ajuda pode dificultar sua adaptação no novo lar. Considere ir em busca de agências especializadas que a auxiliem na hora de contratar aluguel, seguro de vida e de saúde e outros assuntos práticos.

“Fazer uma mudança desse gabarito requer, de fato, muita análise, muito planejamento e visão de longo prazo. Morar em um outro país por um tempo pode ser uma excelente ferramenta de ver o mundo de outra forma, e de crescimento pessoal e profissional”, conclui Andrade.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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