5 fundamentos para ser uma chefe feminista

5 fundamentos para ser uma chefe feminista

Você está se dedicando a uma empresa há anos, todo mundo sabe da importância que você tem para os resultados da corporação e que está na hora de receber o reconhecimento por tudo isso. A ascensão para um cargo de liderança, no entanto, não chega para você, mas sim para um colega. Bem como o salário dele fica acima do seu, ainda que os dois tenham a mesma capacidade, competência e merecimento. Qual a lógica? Nenhuma.

O movimento para mudar essa cultura enraizada em valores patriarcais vem se fortalecendo, mas os traços do machismo infelizmente ainda fazem parte da rotina de muitas empresas. E para que as mudanças de fato aconteçam, é preciso que façamos nossa parte. Afinal, vale lembrar a famosa máxima de Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”.

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Recentemente, a escritora feminista Carmen Rios publicou um artigo no Daily Worth pontuando cinco estratégias essenciais para ser uma chefe feminista. Tomamos a liberdade de trazer para vocês os pontos principais das ideias compartilhadas por ela. Se você é chefe, vale levar em consideração e refletir sobre a forma como está conduzindo a sua empresa e sua equipe de funcionários.

Coloque em prática aquilo que você acredita

A escritora menciona um estudo feito pela Creating Resources in Action, o qual aponta que as líderes feministas vão se esforçar para tornar o empoderamento visível, democrático, legítimo e responsável, tanto na esfera pública quanto na privada.

Na visão dela, líderes devem criar políticas que priorizem a valorização dos funcionários em detrimento do sucesso corporativo. Elas devem fazer o máximo para que os membros de uma organização sintam-se respeitados e valorizados. Espaços inclusivos e de diversidade devem ser criados no trabalho, deixar as operações transparentes e reconhecer as necessidades e desejos de todos.

A liderança feminista pode ter vários formatos, abranger vários estilos de trabalho e modificar diferentes tipos de locais de trabalho. Mas é necessário que tudo isso converta para líderes mantendo um ethos feminista, que reflita no cotidiano do trabalho.

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Redefina sucesso e trabalho duro

A autora reforça que por muito tempo a medida de um bom funcionário era feita com o base no quanto ele (a) estaria disposto a trabalhar, sacrificar-se e entregar para o um bem maior de uma companhia. Quanto este funcionário traria em resultados, quantas métricas duras iria bater a cada mês o quanto ele poderia se assemelhar aos líderes já estabelecidos daquela companhia. E por muito tempo, os funcionários mais valorizados eram aqueles que se encaixavam em um molde praticamente homogêneo, que faziam as coisas que sempre tinham costume de fazer e que mantinham o status quo.

Na visão de Carmen, uma líder feminista sabe que o local de trabalho só pode ser sustentável se seus membros tiverem controle de suas próprias vidas e o senso de equilíbrio que eles precisam para manter as coisas funcionando. Ela dá aos seus empregados o controle de suas agendas e permite que eles encaixem suas necessidades pessoais com os assuntos profissionais todos os dias. Além disso, ela se esforça para construir uma cultura em que as necessidades humanas são vistas com a mesma importância que os objetivos da empresa.

Moldando os ambientes de trabalho conforme os desejos e necessidades de sua equipe, uma líder feminista está invertendo a norma da nossa cultura profissional, que diz o que devemos ser para termos sucesso. Em vez disso, uma líder feminista está fomentando ambientes de trabalho em que todos sintam-se valorizados, preenchidos e visíveis.

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Divida poder e crédito pelo trabalho realizado

A autora ressalta que, frequentemente, a competição é vista como um elemento motivador no ambiente de trabalho. Em vez do suporte uns aos outros, colegas focam mais em crescer acima dos demais, para que se destaquem.

Liderança feminista trata-se de valorizar as contribuições de todos e colocar o processo em foco, no lugar da conquista individual. Ela rejeita a ideia de “lobo solitário” que é imposta em nossa cultura de valores patriarcais. No lugar disso, líderes deveriam construir liderança coletiva, estruturas de poder democrático e construção em consenso.

A escritora ressalta que a liderança feminista é participativa e horizontal. Em vez de competir por poder, os colegas que trabalham com uma líder feminista devem sentir que eles também tem sua parcela de autoridade, que eles são parte de algo maior do que eles mesmos.

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Construa relacionamentos

A autora propõe os seguintes questionamentos: E se os seus gerentes e supervisores estivessem igualmente preocupados com a construção dos relacionamentos entre os membros da equipe e os resultados da organização? E se fomentar um excelente ambiente de trabalho fosse tão importante quanto melhorar os resultados trimestrais? Liderança deveria se tratar de construir uma comunidade e formar relações que tornam uma organização mais forte – seja formando coalizões, construindo laços com potenciais aliados ou conhecendo melhor adversários e competidores.

Isso significa construir ambientes de trabalho onde a diversidade e a inclusão são pilares. Prover a todos, independente de idade, gênero, habilidade, etnia, sexualidade, com um ambiente que transmita segurança.

Dê mentoria e empoderamento à sua equipe em todos os níveis

Carmen destaca que noções patriarcais de poder nos coloca uns contra os outros. Neste sentido, a liderança feminista nos desafia a ver o que há de melhor no outro e procurar ajudar uns aos outros para crescer e alcançar o sucesso. Em vez de focar no quanto dá para subir na escada corporativa, a liderança feminista desafia todos a cultivarem a próxima geração de líderes, ajudando os outros a aprenderem as habilidades de uma boa líder, dividindo poder e oportunidades. Líderes prestativas nos desafiam a compartilhar a riqueza do conhecimento que temos, em prol de um bem maior que está sendo construído. Mentoria e empoderamento não devem ser oportunidades limitadas, mas sim alcançar a todos.

Fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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