6 motivos para não deixar a conta bancária no vermelho

6 motivos para não deixar a conta bancária no vermelho

Uma fatura do cartão de crédito que ficou alta demais, o impulso de comprar ao encontrar uma vitrine em liquidação ou mesmo uma emergência. Inicialmente, certas situações financeiras podem parecer muito propícias para a utilização do cheque especial, mas com os juros que são cobrados nessa modalidade de crédito, o que era solução pode virar endividamento.

Os juros do cheque especial fecharam 2015 em 287% ao ano, a maior taxa registrada desde abril de 1995, segundo dados do Banco Central.

Quando esta taxa é cobrada na sua conta, que já está negativa, o salário pode não ser suficiente para voltar ao saldo positivo e pagar as despesas mensais. Está feita uma bola de neve que só tende a crescer.

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A cobrança de juros é somente um dos seis motivos que separamos, juntamente com o professor da IBE-FGV e especialista em economia, Múcio Zacharias, para te convencer a não deixar a conta bancária no vermelho.

1. Os juros são desonestos com seus rendimentos


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Segundo o especialista, as taxas cobradas no cheque especial são fora da realidade, mesmo para quem tem condições de cobrir o empréstimo. Não faz sentido pagar juros tão superiores aos de uma aplicação financeira. Trocando em miúdos, você anula o seu rendimento pagando os juros do crédito.

“Se a poupança tem rendimento de até 8% na aplicação, imagine o indivíduo ser cobrado em quase 300% por uma dívida?”, argumenta Zacharias.

2. Cheque especial só não é pior que o cartão de crédito


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Para Zacharias, juntamente com o cartão de crédito, o cheque especial é um dos maiores vilões e responsáveis pela inadimplência no Brasil. “Isso acontece, principalmente, pela facilidade que as duas modalidades oferecem”, argumenta. É muito mais fácil entrar no cheque especial do que negociar um empréstimo pessoal no banco.

Vale lembrar que, segundo o Banco Central, com a última alta no mês de janeiro, os juros do cartão de crédito chegam a 410,97% ao ano.

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3. Existe crédito mais barato no mercado


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Para que gastar tanto com juros se existem taxas mais baratas disponíveis? Quando surgir uma emergência ou houver necessidade de comprar algo fora do seu orçamento, você pode optar por empréstimos com taxas menores, ao invés do cheque especial. Assim, não é preciso parcelar no cartão de crédito, muito menos jogar tudo no cheque especial.

Para Zacharias, esta pode ser uma solução para quem já foi longe demais no cheque especial e precisa sair do vermelho. “O (novo) empréstimo pode quitar o seu débito, trocando os juros por parcelas mais suaves”, explica.

4. O nome negativo dificulta a obtenção de crédito


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Se você estiver inadimplente, o banco e outras instituições financeiras podem negar o empréstimo, como foi sugerido pelo especialista.

Quando você precisar de financiamentos maiores, por exemplo, para a compra de um imóvel, a situação vai ser mais difícil ainda com o nome sujo.

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5. Você vai ter mais dificuldades de investir


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“Não é só por estar com nome sujo, mas também por não ter uma quantia que possa ser destinada para o investimento. O foco é quitar o que está devendo”, explica Zacharias.

Ou seja: primeiro você quita as dívidas, e depois pode começar a guardar dinheiro para realizar seus sonhos.

6. Você aprende a manter suas finanças em dia


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Para, de fato, não deixar a conta bancária no vermelho, é preciso manter o planejamento financeiro em dia, ciente de quanto dinheiro entra e quanto sai.

Assim, você pode manter o saldo sempre positivo para compras menores e até criar um planejamento para um fundo de emergência. “Logo você aprende a comprar tudo à vista, até mesmo usando o cartão de débito. Tendo em vista que a conta não ficará negativa, é claro”, explica o professor.

Dicas para sair do vermelho:

O especialista dá algumas dicas para quem já caiu na armadilha do cheque especial e precisa regularizar a situação.

– Faça um planejamento estratégico, com o objetivo de sair do vermelho. Nele deve constar, é claro, o saldo negativo que precisa abater, contando com os juros.

– Não faça mais dívidas. Se você já tiver passado do limite com o cheque especial, não o substitua pelo cartão de crédito.

– Aposte em feirões organizados pela Justiça ou órgãos de proteção ao crédito para facilitar a comunicação entre a endividada e a instituição financeira.

– Não precisa esperar os feirões para quitar sua dívida. Estes encontros podem ser agendados por meio de centrais criadas pelo banco, próprias para negociações.

– Já que a poupança não rende o quanto você precisaria, busque por outras alternativas. O especialista recomenda o Tesouro Direto – mas sempre só depois de quitar as suas dívidas!

Foto: Shutterstock

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