6 truques para acertar nas compras de brechó

6 truques para acertar nas compras de brechó

Quem assiste aos vídeos ou acompanha a youtuber Nátaly Neri nas redes sociais nem imagina que por um tempo ela odiou fazer compras em brechós. Segundo ela, por ser de uma família humilde, as condições financeiras não permitiam gastos com beleza. A solução do pai era comprar em brechós.

“Ele se empolgava nos brechós e não via problema nenhum nisso. Ele gostava de economizar. Eu, por outro lado, tinha vergonha de falar para as pessoas que consumíamos em brechó”, lembra a estudante de ciências sociais.

O que levou Nátaly a se orgulhar em frequentar  brechós e até dar dicas no canal Afros e Afins no Youtube foi justamente a experiência de comprar em lojas do tipo fast fashion.

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Ela conta que quando conseguiu o primeiro emprego foi em busca do que classificou como “consumo de status”. Ou seja, ostentar marcas em roupas e sapatos mais modernos.

“Eu me sentia infeliz porque via que meu dinheiro não rendia. Comecei a perder minha identidade pois quando você compra muito em lojas de departamento, elas acabam direcionando o seu estilo para as tendências”, avalia.

Para Nátaly, o brechó foi uma alternativa para reencontrar o seu estilo e gostos pessoais. “Lá você tem muito mais informações de moda e encontra tendências que realmente pegaram quando a produção das lojas não era tão rápida, lá para os anos 80 e 90. Você acaba sendo forçada a traduzir aquilo tudo para como você gosta de se vestir”, explica a youtuber.

Ela ressalta que as roupas de brechó são mais duradouras. Além dos preços baixos, a consumidora ganha em qualidade.

“É só fazer uma comparação. É assustadora a diferença da qualidade de tecidos entre as peças do brechó e a das lojas convencionais. A calça jeans é uma das mais evidentes”, sugere Nátaly.

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Para ela, as compras no brechó são um choque de realidade sobre a indústria têxtil atual. “Você percebe o quanto a moda tem barateado não só os tecidos, como também a mão de obra dos produtos. Em lojas de departamento, quanto mais nova a roupa, menor a qualidade dela”, lamenta.

Depois de comparar as duas experiências, Nátaly teve que dar o braço a torcer para o pai. “Ele brinca que eu faço muitos vídeos sobre isso para quem odiava comprar no brechó”, diz ela.

O Finanças Femininas está sempre de olho em alternativas sustentáveis e conscientes para ajudá-la a ficar estilosa sem gastar muito. Então, aproveitamos a conversa com a Nátaly para pedir dicas de como comprar em brechós. Montamos um guia completinho para você se dar bem. Confira!

1. Reserve tempo e paciência

Nátaly alerta que quem está acostumada com lojas fast fashion, com araras de roupas e sessões de estilos separadas, pode se assustar com o enorme volume de peças encontradas em um brechó.

Para não desistir na primeira tentativa, reserve um dia só para as compras. É sempre importante ir com tempo e paciência para explorar as prateleiras, pilhas e caixas de roupas. Com prática, você vai se acostumando e encontrando tudo mais rápido.

2. Faça uma lista do que precisa

A youtuber defende que fazer uma lista do que você realmente precisa comprar ajuda a ganhar tempo em meio à bagunça do brechó. Assim, você já pega exatamente o que quer e não se distrai com  tantas opções.

3. Antes de comprar, pesquise sobre tecidos

De acordo com Nátaly, é difícil encontrar peças mal conservadas em brechós. Mas, para não ter erro, é bom ter um conhecimento básico sobre os  tecidos mais duradouros, que geralmente são: jeans, veludo, couro e o elastano – que pode ser muito fácil de adaptar e customizar pela elasticidade.

Ela aconselha ainda a evitar escolher roupas de malha e algodão, pois mesmo quando encontradas em boas condições podem não durar muito depois de usadas e lavadas.

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Foto: Arquivo Pessoal

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4. Customização é a alma do negócio

Nátaly compra tanto em brechós que aprendeu técnicas de costura para a customização de algumas roupas. “Eu sempre preciso mexer na peça, pode ser um reparo pequeno ou uma mudança completa”, conta.

Se você não leva jeito com costura, pode recorrer ao trabalho de um profissional. “Pagar R$ 10 em uma jaqueta e depois mais R$ 15 para o reparo ainda é mais vantajoso do que comprar uma nova em lojas de departamento. Você ainda tem a chance de ajudar a costureira do seu bairro, ao invés de colaborar com a exploração da industrial têxtil”, argumenta a youtuber.

5. Sempre avalie o custo benefício

Nátaly gasta entre R$ 40 a R$ 50 para cada visita ao brechó que costuma fazer, em média, a cada dois meses. “Quando eu digo que gasto R$ 50, significa que eu volto com a sacola cheia. Difícil de carregar, de tão pesada”, conta.

Ela aconselha sempre avaliar a peça e considerar se o preço é justo. “Eu geralmente não gasto mais de R$ 5 por peça. Mas se eu gosto de alguma que vale R$ 15, avalio se o tecido é bom, se não vai exigir nenhum tipo de reforma, se poderia usar do jeito que está…”, explica.

6. A escolha do brechó vai depender do que você precisa

Nátaly conta que prefere dois tipos de brechó. Nos bazares de igreja, normalmente você encontra peças doadas e separadas por famílias, com a preocupação de estar em boas condições de uso. O mesmo acontece em brechós mais tradicionais, onde é comum achar  roupas de marca e até grifes mais caras. “Quando você encontra peças de grife de mais de mil reais por R$ 10, fica mais divertido ainda comprar”, diz Nátaly

Ela alerta para lojas com título de brechó, mas que não correspondem às características tradicionais, oferecendo peças muito caras. “Eu chamo estes de ‘brechó gourmet. É que eles sabem que está em alta consumir roupa de segunda mão e se aproveitam disso para lucrar”, finaliza.

Fotos: Shutterstock

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