60% dos donos de pets não planejaram as finanças para adoção, diz estudo

60% dos donos de pets não planejaram as finanças para adoção, diz estudo

Os pets já são parte da nossa família e, por isso, é natural que também gastemos um bocado com ração, saúde e até em alguns mimos, como roupinhas e lacinhos. Porém, para quem não se planeja, essas despesas podem ficar ainda mais pesadas. Segundo um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 60% dos donos de animais de estimação não se planejaram financeiramente na hora de adotá-los. Além disso, 20% gastam mais do que o orçamento permite com compras para os bichinhos.

Cada pessoa que exagerou nos gastos com os pets tem um motivo bem gravado no coração: 30% dos entrevistados fizeram isso por acreditar que o animal merece, enquanto 24% o fizeram pela sensação de felicidade que uma compra para o pet proporciona.

Os gastos com alimentação são os mais expressivos: 35% dos donos extrapolaram nesse item, seguido de serviços de pet shop (22%) e brinquedos (20%).

Imprevistos com os pets

A falta de disciplina ao controlar as despesas mensalmente é uma realidade para 26% dos entrevistados. Deles, 37% não acham que isso seja importante ou necessário, enquanto 26% não têm disciplina ou hábito para controlar gastos de uma maneira geral.

No entanto, essa falta de planejamento pode custar caro. Para que se tenha ideia, o levantamento descobriu que 44% comprometeram o orçamento ou fizeram dívidas para cuidar da saúde do animal. Dessas pessoas que extrapolaram o orçamento e acabaram endividadas, 47% não estavam preparadas para estes gastos e pagaram no cartão de crédito (33%) ou fizeram um empréstimo com amigos/parentes (8%).

Como última consequência, 14% dos consumidores entrevistados ficaram com o nome sujo por causa de compras com produtos e serviços relacionados aos bichinhos. Desses, apenas 8% ficaram na situação por custos urgentes com a saúde do animal.

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Imprevistos previsíveis

Lidar com situações inesperadas com os bichinhos é mais comum do que parece o estudo revelou que 73% já tiveram gastos imprevistos com seu animal de estimação, principalmente com doenças (54%). “Você não sabe quando elas acontecerão, mas sabe que vão acontecer. Por isso, é importante fazer um planejamento de longo prazo para cuidar do animal”, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

A partir do momento que você o adota, já deve saber qual é seu tempo médio de vida, dependendo da espécie ou raça. Neste tempo, você precisará lidar com consultas veterinárias, vacinas, banhos, tosas, gastos com ração e com brinquedos, enfeites e outros supérfluos.

Uma das dicas de Marcela é incluir os gastos com os pets em sua reserva de emergência, do mesmo jeito que você faria com outras despesas – veja aqui como criar uma reserva eficiente. Assim, em caso de uma urgência, você terá de onde tirar dinheiro sem acabar endividada. “O planejamento ajuda a racionalizar em um momento de dificuldade. Se você já estiver preparada, passará por isso com mais tranquilidade”, afirma.

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De resto, basta ir controlando o orçamento mensal. Se você segue o 50/30/20, pode incluir as despesas com a alimentação do pet nos 50% que representam os gastos fixos, enquanto as tosas e brinquedinhos podem ir para os 30% que dizem respeito aos supérfluos. “Funciona da mesma maneira que qualquer outra despesa. Na minha casa, por exemplo, sei que faço a tosa da minha cachorrinha a cada dois meses, então, já incluo isso no planejamento. Se quero comprar uma cama nova para ela, deixo de comprar algo para mim para que tudo caiba no orçamento”, ilustra.

Abrir mão de algo para si para bancar um produto novo para o bichinho é uma estratégia adotada não apenas por Marcela, mas também por 31% dos entrevistados – apesar de 71% nunca terem deixado de guardar dinheiro para si ou para a família por causa do animal de estimação.

“O importante é manter o equilíbrio e tentar racionalizar. Tenho dinheiro para comprar essa caminha nova? Se não, vou economizar. Se você se deixar levar pela emoção, vai comprar a mais cara. E o bicho não vê preço, ele só quer um lugar confortável para deitar”, pondera.

Se você já tem seu pet há tempos, mas nunca pensou no assunto, não é tarde para começar. Planeje-se agora para os incluir gastos com ele na reserva de emergência e no orçamento mensal.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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