Além da poupança: conheça outras opções

Além da poupança: conheça outras opções

Não importa o cenário econômico: a caderneta de poupança sempre aparece como preferência do brasileiro que quer aplicar o dinheiro de alguma forma. De maneira geral, as vantagens de ser isenta do Imposto de Renda e de não ter limite mínimo de investimento acabam estimulando as pessoas a optar por ela, mesmo com baixo rendimento.

Por conservadorismo, as pessoas que buscam a poupança acabam com um instrumento que ajuda a manter o patrimônio, mas não traz grandes opções de rentabilidade. No entanto, o mercado oferece outras alternativas de aplicação também conservadoras e que, dependendo da sua situação, podem te trazer retornos melhores. Vale a pena recorrer a um consultor financeiro para saber se é mais aconselhável manter o dinheiro em poupança ou partir para outra opção. Veja algumas delas!

CDB

A sigla significa Certificado de Depósito Bancário. Neste caso, você empresta dinheiro ao banco e ganha com os juros da operação. Você pode revender o certificado antes do vencimento. A questão é que este modelo pode não compensar se for preciso investir a curto prazo, porque apesar de não ser cobrada taxa de administração, cobra-se Imposto de Renda, que pode variar de 15% a 22%, dependendo do tempo da aplicação. Se for necessário retirar o dinheiro em menos de 30 dias, desista dessa opção, porque a retirada antes desse prazo implica em pagamento de IOF.

É importante você saber que, para valer a pena, é preciso acompanhar o CDI, que são as taxas praticadas pelos bancos para emprestarem dinheiro entre si. O pagamento do seu certificado é feito com a correção do CDI, portanto, você deve comparar as taxas para saber se vai compensar o investimento. Como normalmente a CDI acompanha a taxa básica de juros, a nossa dica é para você seguir o noticiário e avaliar as decisões tomadas pelo Banco Central nas reuniões do Copom. Assim você terá parâmetro para saber se o investimento está valendo a pena ou não.

aprenda a investir além da poupança

Tesouro Direto

É uma ferramenta para comprar títulos da dívida pública do Brasil, ou seja, empresta dinheiro ao país e é remunerada por isso. É considerada uma aplicação conservadora porque como a dívida costuma ser honrada pelo governo federal, o risco de calote é baixo. A grande vantagem é que não é preciso ter muito dinheiro para aplicar, a partir de R$ 30 você pode comprar títulos. Existem opções de resgate do dinheiro investido a curto, médio e longo prazo, então você tem condições de apostar naquela que estiver mais de acordo com a sua necessidade.

É uma forma de aplicar dinheiro um pouco mais complexa, mas vale a pena entender melhor. Para isso, fizemos uma matéria bem explicativa sobre essa modalidade, vale a pena dar uma olhada.

Fundos de Investimento

A grande sacada aqui é trabalhar em equipe. Neste caso o seu dinheiro e os recursos de um grupo de pessoas são aplicados nos ativos escolhidos por vocês. De longe, pode parecer um modelo arriscado, mas não precisa se assustar. O mercado oferece vários tipos de fundos, e você pode fazer a escolha que tiver mais adequada ao seu perfil de investimento.

Desde abril deste ano, o governo vem aumentando gradativamente a taxa de juros do país. Agora é um bom momento para você estudar investir em um Fundo Referenciado DI, já que os rendimentos aqui acompanham o CDI, que como já dissemos, fica sempre no mesmo patamar que a taxa de juros do Brasil.

Invista seu dinheiro além da poupança

LCI

As Letras de Crédito Imobiliário têm a vantagem de também serem isentas de Imposto de Renda. Por outro lado, é preciso ter uma reserva considerável para começar a aplicar (pelo menos  R$ 30 mil) e existem períodos específicos para resgate do dinheiro. Como aqui a aplicação é para emprestar dinheiro a instituições que financiam empreendimentos imobiliários, pode ser arriscado investir neste modelo em um período de juros altos.

Acompanhe a alta dos preços

Lembre-se que estamos em um período de inflação alta! Para que você não perca poder de compra, é importante sempre comparar o rendimento da sua aplicação e o índice de inflação, se o percentual da sua aplicação for menor, significa que esse modelo não compensa. Vamos pensar em um exemplo: hoje a inflação acumulada nos últimos 12 meses e a poupança acumulada no mesmo período estão em torno de 6%. Sendo assim, se há um ano você colocou dinheiro na poupança imaginando que ele cresceria um pouco mais para você fazer uma bela viagem de férias, a verdade é que seu dinheiro ficou esse tempo todo parado, porque os rendimentos da poupança se igualaram ao tanto que a inflação subiu.

O que você precisa fazer é acompanhar com atenção as taxas de retorno do investimento que vai fazer, para saber se ele está superior ao que a inflação está descontando. É interessante também analisar as possibilidades de investir em títulos que sejam atrelados à inflação, assim você se protege da alta dos preços. Um exemplo são os títulos de renda fixa pós-fixada, em que você saberá o retorno somente depois do vencimento.

Já pensa em mudar de investimento ou vai continuar na poupança? Conte para nós a sua preferência. 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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