Alimentos e bebidas puxam inflação em julho

Alimentos e bebidas puxam inflação em julho

Como sabemos, a inflação mede o aumento geral dos preços. Ficar atento ao que subiu – e ao que baixou – é essencial para fazer as melhores escolhas financeiras e economizar.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, chegou a 0,52% em julho, após dar uma leve trégua em junho. Com isso, o resultado acumulado no ano foi para 4,96%, menor que os 6,83% registrados no mesmo período do ano passado. Em relação aos últimos doze meses, o resultado está em 8,74%, abaixo dos 8,84% do ano passado, mas ainda bem acima do teto da meta do governo, que é 6,5%.  

Alimentação e bebidas lideram

O resultado do mês mostra que as compras de supermercado ainda devem ser a principal preocupação do consumidor. O grupo Alimentação e Bebidas encabeçou o ranking de aumento de preços, com variação de 1,32% no mês, a maior taxa desde julho de 2000.

E não tem jeito, os mesmos produtos que já têm pesado nos nossos bolsos continuam a ficar mais caros. O leite longa vida subiu 17,58% no mês, chegando a um aumento de 46% nos últimos 12 meses.

Já feijão-carioca teve alta de 32,42%, acumulando 166% no ano! Em São Paulo, o preço do quilo chegou a subir quase 44% no mês.

O  jeito é consumir o cafezinho puro e substituir o feijão por outros grãos, como lentilha e grão-de-bico, por exemplo.

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Outra dica para economizar é prestar atenção aos produtos que ficaram mais baratos, pois essas variações também podem ajudá-la a manter as contas em dia. O preço da cebola teve queda de 28,37% e o da batata-inglesa caiu 20%, por exemplo.

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O que ficou mais caro

Outros grupos que apresentaram aumento de preço foram Despesas Pessoais, de 0,35% em junho para 0,70%, Artigos de Residência, de 0,26% para 0,53%, e Transportes, de -0,53% para 0,40%. Nos Transportes, o resultado foi pressionado principalmente pelas passagens aéreas, que ficaram 19,22% mais caras. Isso significa que quem pretende viajar precisa começar o planejamento com uma antecedência ainda maior, tendo em vista que o aumento das passagens dificulta o encontro de promoções.

O que ficou mais barato (ou menos caro…)

Algumas categorias colocaram o pé no freio e tiveram desaceleração nos preços em julho. Os preços de Saúde e Cuidados variaram de 0,83% em junho para 0,61% em julho. Educação foi de 0,11% para 0,04% e Comunicação foi de 0,04% para 0,02%.

Os preços de Habitação tiveram queda de 0,29% em julho, influenciados principalmente pela energia elétrica, que ficou 3% mais barata no mês. Os preços de Vestuário também caíram 0,38%.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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