Alimentos influenciam desaceleração da inflação em agosto

Alimentos influenciam desaceleração da inflação em agosto

Em agosto, a inflação desacelerou em relação a julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, que mede a inflação oficial do País, subiu 0,44% no mês, contra 0,52% em julho. Apesar da desaceleração, a taxa é a maior para o mês desde 2007.

No ano, o índice acumulou 5,42%, abaixo dos 7,06% registados no mesmo período de 2015. Já nos últimos 12 meses, acumulou 8,97%, acima dos 8,74% relativo ao período anterior – e ainda bem acima do teto da meta, 6,5%.

Preços de Alimentação e Bebidas dão trégua
O grupo Alimentação e Bebidas, que há tempos vem puxando a inflação para cima, deu uma trégua em agosto e foi o principal responsável por essa desaceleração: de 1,32% em julho foi para 0,30% em agosto.

Os alimentos que mais contribuíram para a queda foram a batata-inglesa, com redução de 8% no preço e o feijão-carioca, que saiu de uma alta de 32,42% em julho, para queda de 5,6%. Em um ano, entretanto, o feijão ainda acumula alta de 160,25%.

Outro item que colocou o pé no freio foi o alho, que de um aumento de 3,54% em julho ficou 5,10% mais barato em agosto. Cebola apresentou queda de 18,46%, hortaliças 8,81% e cenoura 5,67%.

Entre os itens que ficaram mais caros estão o tomate, que foi de queda de 0,28% em julho para alta de 5,76% em agosto, e frutas, que foram de -3,28% para 4,94%. Feijão-fradinho ficou 11,27% mais caro, leite condensado 10,23%, leite em pó 7,40% e manteiga 4,46%.

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O que mais desacelerou

Outros grupos que apresentaram desaceleração em agosto foram Artigos de Residência, caindo de 0,53% em julho para 0,36%, Transportes, de 0,40% para 0,27% e Comunicação, de 0,02% para -0,02%.

Os Transportes foram afetados principalmente pelas passagens aéreas, que ficaram 3,85% mais baratas no mês. As exceções foram o Rio de Janeiro (7,50%), Belo Horizonte (6,15%) e Brasília (3,11%), onde os preços das passagens subiram.

O que ficou mais caro

Entre o que ficou mais caro em agosto, se destacam Educação, com alta de 0,99% nos preços, Despesas Pessoais, 0,96%, e Saúde e Cuidados Pessoais, 0,80%.

Na área da Educação, os cursos regulares subiram 0,95% e os chamados cursos diversos, como de informática e idiomas, subiram 1,14%. Já em Despesas Pessoais se destacaram as diárias de hotel, com aumento de 11,58% no mês, influenciadas principalmente pela realização da Olimpíada no Rio de Janeiro.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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