Alta temporada: dicas para fazer dinheiro extra no verão

Alta temporada: dicas para fazer dinheiro extra no verão

O verão está próximo e essa é uma boa oportunidade para ganhar dinheiro extra. Aliar habilidade e criatividade para vender biscoitos ou doces no Natal, pastéis na praia e até mesmo trevos de quatro folhas, além de ajudar com as contas de casa, pode se tornar um empreendimento.

De acordo com pesquisa feita pelo Sebrae, somente nos últimos três anos, mais de 11 milhões de empresas foram criadas por pessoas que estavam sem emprego. A concorrência pode ser grande, mas abusar da originalidade e força de vontade trará bons resultados.

Para inspirar mulheres a colocarem a mão na massa e conquistarem uma nova fonte de renda no fim do ano, trouxemos três grandes histórias de empreendedoras que viram em hobbies uma oportunidade de negócio. Confira!

Biscoitos que ajudam a dar a volta por cima

Ao se deparar com o desemprego em junho deste ano, Gabriela Veronez, de 36 anos, precisou reduzir os gastos. Após trabalhar por 12 anos em uma empresa de vendas diretas, a profissional de relações públicas se viu sem o bom salário que já tinha conquistado e com as contas acumuladas.

Tradição no cardápio das festas de fim de ano da família, a venda de gingerbread men, biscoitos de gengibre tipicamente natalinos, foi uma saída para ela. Com tanta experiência na área de vendas, nada mais justo do que usá-la a seu favor. “Como todo fim de ano eu faço as bolachas para o almoço da minha família, resolvi fazer para vender. Recebi a primeira encomenda na última sexta-feira. São 120 bolachas e vou faturar R$ 400,00. Meu custo foi cerca de R$ 80,00, então é um lucro considerável”, comenta.

Gabriela diz que o principal foco neste momento é conseguir um novo emprego. Porém, a renda das vendas extras de fim de ano a ajuda a tirar menos dinheiro do FGTS. “Meus gastos são altos, porque venho de um salário muito bom. Então meu aluguel é caro, gasto muita energia elétrica, tenho 7 animais. Mas já consigo pagar água, luz e o combo da TV e internet com esta renda, por exemplo. Ao mesmo tempo, o dinheiro investido está rendendo um pouco e de lá eu tiro o que preciso, conforme as contas vão surgindo”.

Mesmo depois de conseguir ser realocada em outra empresa, os planos de Gabriela são seguir com a produção dos biscoitos. “Sei que não terei um salário como o meu anterior. Então pretendo continuar para complementar a renda mesmo, e porque são coisas que eu gosto de fazer. Adoro cozinhar, então é um prazer fazer os biscoitos. Além disso, penso que se engrenar e eu tiver sucesso, é algo que poderia se tornar minha principal fonte de renda. Porque a liberdade de tempo que este trabalho me dá é algo que eu nunca tive no mercado tradicional.”

biscoito-natal

Trevos que deram muita sorte

O trevo é algo tão importante na vida de Cláudia que se incorporou ao nome e é assim que ela se identifica, Cláudia Trevos. A paulistana, de 42 anos, cultiva trevos de quatro folhas desde 1998, quando sua primeira muda veio do Chile. De lá para cá, ela empreendeu e nasceu a empresa Trevos Bottons, que tem opções da pequena planta em vasos decorados e personalizados – alguns deles incluem plaquinhas de auto estima e parabenização. “São feitos de acordo com o gosto de quem vai ganhar ou ficar com ele. Minha clientela maior é o público LGBT e mulheres acima de 25 anos. Além disso, ensino técnicas e cuidados para a planta viver bem”, comenta.

No final do ano, as vendas aumentam cerca de 40%. Cláudia atribui o motivo do sucesso à questão mística em torno da sorte que o trevo traz. “Vendo mais trevos no fim do ano porque, diz a lenda, que ganhar trevos traz sorte e já começa o Ano Novo com bom presságio. As pessoas recebem o 13º salário, ficam mais amorosas e tendem a gastar mais”, brinca.

A empresa também produz bottons personalizados, muito procurados por empreendedoras que querem divulgar as empresas com brindes. Feitos de espelhos, chaveiros, imãs de geladeira e alfinetes, um dos objetivos é ajudar a diminuir a poluição da cidade com os panfletos. “Costumo dizer que, assim, a propaganda estará viva diariamente.”
Ela, que recebeu um grande terreno como herança, cultiva os trevos e hortaliças no quintal de casa. “Para mim, o mais importante é ter terra e tempo para me dedicar ao plantio. Gosto mesmo é de mexer com as plantas e levar adiante para as pessoas que plantar faz bem”, ressalta.

Receita de avó para lucrar no verão e em outras épocas do ano

Dona Maria José de Oliveira, há muitos anos, criou a família à base de venda de pastéis nas praias do litoral do Espírito Santo. Hoje, é a vez de sua neta, Brisa Sá, estudante e autônoma de 22 anos, seguir o mesmo caminho da matriarca. Há dois anos, a jovem passa o verão no norte do Estado, em Conceição da Barra, e consegue uma renda extra com a venda de empadas e pastéis na praia.

Tudo começou quando sua namorada, que trabalhava com encomendas de salgados, decidiu sair do emprego. Com a ajuda de Brisa, as duas começaram a produzir doces e vendê-los na Universidade Federal do Espírito Santo. Começaram com pequenas quantidades, em um congresso, e, entre docinhos e mousses, conquistaram a clientela.

Pouco tempo depois, chegaram ao restaurante universitário com um um cardápio ampliado e sabores como brigadeiro de café, ovomaltine e de limão. Resolveram investir na ideia e trouxeram empadas e palha italiana de vários sabores. “Vivemos basicamente disto. Pegamos algumas encomendas por fora e entregamos empadas em alguns locais também. Mas com as férias escolares nossas rendas caem. Por conta disso, ampliamos nosso trabalho para o Natal e o verão com as empadas”, explica.

As encomendas já caíram na boca do povo e entraram no mundo corporativo, com a ajuda de parentes que levam as guloseimas para os trabalhos. “Pouco mais de um mês antes da Páscoa, mandamos amostras dos nossos ovos, que são trufados, para cada setor das empresas e fazemos a divulgação. Com essa dinâmica, pegamos muitas encomendas. Normalmente, ficamos a semana anterior à Páscoa sem sair de casa, somente na produção”, conta.

A expectativa de maior ganho é justamente para essa época, quando as vendas de chocolates disparam. No último ano, o lucro foi de cerca de R$ 4 mil. “Brincamos que essa época é o nosso décimo terceiro”, brinca Brisa. O esforços agora estão voltados para ampliação da marca, com a confecção de adesivos para as embalagens e divulgação. “Investimos em material de qualidade para que sempre possamos vender. Não cobramos muito caro e, assim, todo mundo consegue comprar, o que é muito bom para nós. A nossa grande sacada é levar uma alternativa mais em conta e criativa”, conclui.

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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