Arrependimento não mata, mas pesa no bolso!

Arrependimento não mata, mas pesa no bolso!

Pense naquela vez que você procurou uma nota de R$ 50 na carteira e não encontrou. Revirou os bolsos e também não achou, caída na bolsa, a nota também não estava, enfim, perdeu o dinheiro. Você pode até conseguir repor a perda em pouco tempo, mas o sentimento de frustração é péssimo, não é mesmo?

Pois bem, ver o dinheiro sendo perdido aflora este sentimento de posse e chateação em perdê-lo. O grande problema é que diariamente tomamos decisões que levam boa parte da nossa grana, sem nos darmos conta dessa perda de imediato. O cartão de crédito, o parcelamento em cartões de loja, as promoções “imperdíveis” que são totalmente dispensáveis, enfim, são muitos os ralos por onde o dinheiro escorre sem que a gente se dê conta.

Pensando em como o consumismo sem reflexão pode atrapalhar nossos objetivos, pedimos a colaboração das leitoras e selecionamos as 10 melhores histórias para compartilhar com vocês. O erro pode conduzir ao caminho do aprendizado, então vale a pena aprender com as experiências alheias!

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1) “Comprei duas botas em uma liquidação onde pagava uma e ganhava outra. As duas eram lindas. Uma vermelha, cano alto e a outra preta, cano curto. Porém tinham salto 10 e eu não consigo usar um salto tão alto. Tenho dois desvios na coluna e esta altura de salto me provoca dores e desconforto para caminhar. Resultado: usei no máximo duas vezes cada bota. Mesmo não tendo sido tão pesado no bolso, foi dinheiro desperdiçado.Acabei doando as botas para um brechó beneficente. Hoje penso mil vezes, pesquiso e acho até que demoro demais para comprar, principalmente móveis e decoração para minha casa”. Gianine Mello, 42

2) “Já fui bem viciada em comprar óculos de sol. Influenciada pelas redes sociais, sempre via alguma blogueira com um óculos novo, gostava, e sem saber se iria cair bem em mim e sem necessidade, acabava comprando mais um para ‘coleção’. Nesta altura já colecionava mais de R$ 2.000,00 em dívidas, vários óculos que nunca usei e vários que não ficaram bem para o meu rosto. Decidi acabar com isso quando não estava mais conseguindo pagar o valor mínimo da fatura. Renegociei a dívida no banco, vendi os óculos que não estava usando e ganhei uma grana, afinal tinha alguns sem nem usar. Depois desse episódio, e do desespero em ver cobrança na minha porta, parei com essa mania e me contento com três óculos”. Tamires Locci, 25

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3) “Estava no outlet premium de Brasília acompanhando minha sogra sem nenhuma intenção de comprar nada. Mas você começa a olhar uma coisa e outra e, de repente, lá vem a compulsão. Fui numa loja famosa, marca brasileira, mas que é um pouco cara e, “batata”, achei uma jaqueta pela “metade do dobro do preço”. Era uma jaqueta liiiinda, Off white, toda trabalhada, ou seja, uma jaqueta bafo, de marca, pela metade do preço (cara do mesmo jeito). Experimentei e não vi defeito nenhum. Se bem que na empolgação a gente não vê nada. Quando cheguei em casa, que fui experimentar a jaqueta de novo e mostrar pra minha mãe, ela viu que a jaqueta estava descosturada e de uma maneira que não daria pra arrumar tão facilmente. Peeeeense. Tive de ligar no outlet, cheguei a ir lá (70km de Brasília) pra ver outra parecida, de outra cor, ligaram em vários outros outlets e não encontravam outra bendita jaqueta igual e do mesmo tamanho para me repor a estragada. Afff… que arrependimento. Acabei trocando por outras peças até dar o valor da jaqueta, que nunca dá certinho e você acaba levando mais alguma coisa que não precisava e, até o que você nem gostou tanto assim, só pra não perder dinheiro, mas acaba que perde do mesmo jeito. Ou seja, eu não deveria ter comprado essa jaqueta. Foi puro impulso. Fiquei sem a grana e sem a jaqueta bafo. :(Perdi tempo e dinheiro e me desgastei com tudo isso.” Tatiane Magalhães, 32.

4) “Acho que minha história é comum a muitas, na verdade mais do que deveria. Eu estava há 2 anos e meio com um celular que atendia todas as minhas expectativas e funcionava muito bem, mas cansei dele e decidi trocar. Fui na loja, com um valor em mente, obviamente o vendedor me ofereceu o mais caro, disse que parcelava, e (o que me conquistou) o celular era de última geração e tinha várias funcionalidades! Enfim, comprei o celular, dividi em 10 vezes, e sai me achando o máximo. De fato o celular era muito bom e eu adorava ter um celular/status, não posso dizer que isso não conta. Acontece q no 5º mes de celular e de parcela, o aparelho caiu e quebrou a tela… cheguei a chorar. Custava o preço de outro arrumar a tela… Não arrumei, comprei um básico que atendia as minhas necessidades e era metade do valor do conserto, paguei à vista na black friday, um negócio show. Já se passou um ano que isso tudo aconteceu, terminei de pagar o celular quebrado, ele está dentro do meu armário, e eu continuo com o mesmo celular e ele continua atendendo minhas necessidades.Aprendi que celular é funcionalidade, não status. É um instrumento, não um acessório. Melhor comprar uma joia que é pra sempre e não desvaloriza (nem quebra a tela) para usar de acessório, não é meninas?” Stella Moura, 25.

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5) “Queria muito um carro novo e sou muito ansiosa. Fiquei atormentando meu marido dia e noite, e fui até uma agência de carros de um conhecido, ele deixou que eu ficasse com o carro por dois dias para poder experimentar. Quando peguei o carro, não tive dúvidas que queria muito. De tanta insistência meu marido acabou aceitando e compramos. Além da prestação não caber no bolso, de todo mês passarmos aperto para pagar as parcelas, o carro começou a apresentar muitos defeitos, e nós ficamos bem apertados. Todo dia eu ouvia muito que só estávamos passando por aquilo devido à minha insistência. Hoje penso mil vezes antes de cometer loucuras.” Heloísa Alves, 29.

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6) “Quando vi o e-mail, pensei: algum caso? Hahahaha São vários exemplos: uma academia que paguei por um ano e não fui nem um mês direito, uma bicicleta ergométrica que resolveria a minha preguiça de ir à academia e foi investimento furado tanto quanto. E o intercâmbio para o Canadá de um mês – que paguei o curso e hospedagem toda – e quando chegou a hora de tirar o visto e comprar as passagens, mais o dinheiro pra “turistar” lá? Fuem, fuem, fuem… Tive que cancelar o intercâmbio e isso me rendeu uma multa de nada mais, nada menos que 25% do valor investido! As roupas, sapatos e produtos de beleza que compro e não uso, nem tenho mensuração de quantas vezes isso já ocorreu!!! E o pior: Tenho mais de 40 livros comprados e não lidos, sendo um monte sobre finanças, pior ainda, no meio da biblioteca não lida está livro Finanças Femininas – que ironia, não?” Carolina Campolina, 23.

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7) “Bom, no meu caso a aquisição não foi de um produto, mas tive um sério problema com o local que contratei para fazer a festa do meu casamento. Conhecemos o local, gostamos muito e acabamos fechando na empolgação, não consultei a licença deles, apenas os sites de reclamação e as redes sociais. Como não achei nada ruim e o local era lindo, acabamos fechando. Acontece que no contrato tinha uma cláusula que não teria reembolso em caso de cancelamento, o que fere a relação de consumo segundo do o Código de Defesa do Consumidor. Enfim, achamos que não iríamos cancelar e fechamos com eles. Meses depois, ações que haviam sido prometidas para melhoria do local não foram executadas e como não bastasse, eles disseram que não prometeram nada. Pedimos para cancelar e entramos com reclamação no Procon. Arrependimento total pois faltam 3 meses para a festa e nada foi resolvido.” Camila Araújo, 29.

8) “Me casei aos 22 anos, gastando toda a herança que recebi do meu pai para fazer a festa dos meus sonhos. Porém fui morar de favor na casa de familiares. Quando completei 25 anos, decidi que teria que comprar minha casa, e assim aconteceu. Minha renda é maior que do meu marido, e como não guardamos dinheiro, o jeito era achar uma casa financiada pela Caixa Econômica Federal. Fomos até à CEF e o simulado informou que poderíamos comprar uma casa de R$ 115 mil, sem o benefício do governo pois nosso salário era superior ao proposto no benefício. Com o crédito aprovado, fomos à caça de uma casa, óbvio que seria uma casa meio lote, pequena, mas a localização tinha que ser boa. Por esse valor era impossível achar casas em bons bairros. Porém, em um belo dia, encontramos uma casa usada, que estava alugada, mas à venda, no bairro desejado .Custava R$ 122 mil (normalmente o valor das casas era R$ 160 mil), entramos na casa e observamos que não havia piso no quintal e garagem, mas isso não era importante no momento, e resolvemos fechar com o vendedor. A diferença entre os R$ 122 mil para os R$115 mil pagamos por fora em 7 x de R$ 1 mil. O problema começou após assinar o contrato, no qual o inquilino dizia ter infiltração e goteiras, e ao procurar o antigo dono ele alegou não ter esse problema anteriormente. A despesa começou, mas para arrumar decidimos pedir a casa ao inquilino, e assim ficamos sem o aluguel que seria uma ajuda para pagar as prestações. Resultado, compramos uma casa barata, mas tivemos uma despesa extra de R$ 20 mil para consertar rachaduras que comprometiam a estrutura da casa e fazer outros reparos. Após alguns meses, descobrimos uma infiltração em toda a parede. Apesar dos gastos com produtos para consertar, nada resolveu e nossos móveis novos ficaram embolorados. Esse exemplo serviu para aprender que o barato sai caro, e meu objetivo atual é guardar R$ 1 mil por mês para em 5 anos ter R$ 100 mil e assim dar entrada na compra de uma casa melhor, maior e aconchegante”, Juliana Botan, 29.

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9) “Por falta de planejamento, pesquisa e diria até paciência, uma experiência acabou me trazendo mais dor de cabeça do que satisfação. Em 2012, tive um grande desejo de trocar meu carro. Tinha um Ford Fiesta 2001 pequeno e esteticamente falando, feinho. Era um carro que não dava manutenção, super hiper mega econômico mas não atendia muito as minhas necessidades. Não por ser feio, mas por ser pequeno e velhinho. Decidi então que era o momento para trocar, saí do oito para o oitenta. Seduzida por um anúncio de uma revenda de usados, fui até lá para fazer a avaliação do meu carro. Lá o vendedor solicitou preencher uma ficha de interesse pelo carro que eu estava procurando, até ai tudo bem. Foi então que lá me apaixonei por vários modelos, um mais lindo que o outro. E para ajudar, meu carro foi bem avaliado. No outro dia o vendedor me ligou informando que eu tinha uma linha de financiamento aprovado e que no momento que quisesse poderia ir lá escolher o carro. Fui lá bem feliz com meu mecânico de confiança e escolhi um VW Voyage 2009 completão, o qual me deixou bem satisfeita em um primeiro momento. Só que o pior estava por vir, a manutenção, o consumo, o IPVA e o seguro me deixaram literalmente ‘pelada’. Não me planejei para ter um veiculo muito superior ao que eu tinha, não pesquisei valor de seguro, nem dei bola para custo de manutenção e impostos, só pensei na estética, no tamanho e que finalmente teria um carro bem mais novo. Estou com o carro ainda, feliz em ter superado as dificuldades financeiras que me causou no início, mas ficou a lição aprendida. Morro de vontade de pegar um zero, ainda mais com estas condições de dar o meu e financiar o restante em até 48x sem juros…mas agora sei que não é só isso, há outros custos como documentação e IPVA, com os quais tenho que me organizar antes de sair trocando novamente.” Simone Quadros, 32.

10) “Eu sou uma consumista compulsiva, confesso! E se for loja online então… Em abril, vi no site de uma loja a palavra mágica “SALE”. Tratei de mandar um email pra uma amiga, que mora em Portugal e trabalha como personal shopper, dizendo todas as peças que queria. Ela prontamente buscou nas lojas e me mandou o boleto. Paguei com cartão de crédito, claro, até aí tudo bem; o problema é que o valor era em euros, e a gente as vezes se ilude com valores tão pequeninos. Achei que não ia ser grande coisa. Mas, no início do mês seguinte, há um mês do meu casamento, me vi com uma dívida que comprometia mais de 50% do meu salário. Não que tudo isso fosse das “comprinhas” , mas no cartão havia outras compras do casamento, e não me dei conta de quão alto minha fatura chegaria. E como eu ia pagar minhas contas fixas, cartão de crédito nas alturas e casamento? Sabe a pior parte? Não usei até hoje as peças que comprei. E me vi obrigada a não gastar um tostão até o casamento. Resolvi ficar 60 dias sem comprar um alfinete sequer. Casamento chegou e, alguns dias depois, estava eu olhando minha fatura feliz. Hoje, me propus, novamente, ficar sem comprar supérfluos durante 150 dias, e estou indo muito bem. Já chorei ao ver uma peça que queria muito na promoção? Sim. Chorei. Mas eu tenho uma meta, e minha vontade de alcançá-lá precisa ser maior que minha compulsão. Essa é minha história. Graças à Deus, e minha força de vontade, com um final feliz.” Suzane Rijo, 26.

Fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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