As principais sabotagens das mulheres na vida profissional

As principais sabotagens das mulheres na vida profissional

Após muita dedicação e perseverança, você conquistou a vaga de emprego que tanto desejava. Os ingredientes para o sucesso estão lá: talento, competência e interesse. Ainda assim, você tem a sensação de que a rotina não está funcionando como você gostaria. Pode ser que você esteja se sabotando.

Muitas vezes, as principais sabotagens das mulheres na vida profissional estão relacionadas à falta de um posicionamento mais assertivo, comportamento muito focado na relação familiar e de mãe, dificuldade em reconhecer o próprio potencial e inseguranças.

“As mulheres da geração X tendem a ser mais conservadoras e a usar muitas questões femininas para justificar sua baixa performance ou falta de crescimento profissional”, afirmou Ida Fernandes, professora da IBE-FGV, especialista em gestão estratégica de pessoas, liderança e coaching executivo.

Segundo ela, algumas profissionais pensam: “Não sou promovida porque não posso fazer hora extra, porque tenho que cuidar da família”.

Outro exemplo dado por Ida é o de mulheres que não estão dispostas a fazer viagens a trabalho. “Elas não se enxergam como a profissional que quer fazer a atividade e dizem que não podem viajar porque têm filhos”, afirmou. Segundo a especialista, nesses casos, a mulher não se reconhece ou não se posiciona de forma competitiva.

“Algumas tendem a não fazer aquele esforço extra para conquistar o resultado. Para o homem, isso já costuma ser natural. Ele é capaz de abrir mão de uma atividade pessoal em função de uma entrega de trabalho que tenha que fazer e se posiciona de forma diferente frente aos desafios. A pessoa que quer progresso vai fazer um pouco além. A mulher às vezes abre mão do sucesso profissional por outros fatores pessoais e pela família”, disse a professora.

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Já as mulheres da geração Y, de acordo com Ida, geralmente têm uma formação diferente e costumam ser mais comunicativas, mais voltadas ao relacionamento interpessoal. Elas tendem a se posicionar de forma mais empreendedora. Por outro lado, podem apresentar dificuldades como ansiedade e problemas para receber feedback, falta de habilidade para transitar no ambiente corporativo e não saber a melhor forma de se relacionar.

“Às vezes, há muito conhecimento, muita informação, mas falta a maturidade, a vivência. A mulher da geração Y pode ter dificuldade em lidar com a própria ansiedade e também em entender seus limites”, explicou Ida.

Segundo ela, se uma profissional dessa geração não encontra abertura para mostrar um projeto, pode achar que a chefia não gosta dela ou, ao receber algum feedback, pensar que querem limitá-la. Além disso, pode achar que enfrenta certo preconceito por ser mais jovem. Também não é raro que mulheres se sabotem ao duvidar da própria capacidade. “Algumas não se sentem merecedoras da posição que têm, não sabem receber um elogio. Não brilham mais porque se sabotam. Elas pensam: ‘não sei fazer isso, não tenho competência’”.

Para ilustrar a incerteza quanto à própria capacidade, Ida citou o exemplo de mulheres que estão preparadas para assumir cargos mais altos, mas se fecham por causa do medo. A especialista mencionou também situações em que uma mulher não dá suas opiniões e prefere ser menos participativa, mesmo tendo muito a acrescentar.
No outro extremo, há aquelas que, para se impor, acham que devem se comportar de forma menos feminina. “Para ser competitiva no mercado de trabalho, não tem que ser menos feminina, e sim mais profissional”, disse a professora. Para isso, ela destaca a importância de ser bem informada tecnicamente, ter ideias inovadoras e se atualizar constantemente, além de ter foco em resultado, atingimento de metas e participar de reuniões com energia.

De acordo com Ida, para ter mais segurança, é fundamental investir no autoconhecimento para, a partir disso, definir objetivos e saber onde se quer chegar. O próximo passo é identificar quais habilidades precisam ser desenvolvidas para que as metas sejam alcançadas e traçar um plano de ação. Por exemplo, se uma mulher tímida deseja uma posição em que terá que falar muito em público, pode fazer um curso de teatro para se desinibir. Se almeja um cargo em que terá que lidar com clientes estrangeiros e reconhece que o inglês não vai bem, deve retomar os estudos do idioma ou viajar para o exterior.

Sejam quais forem os motivos que levem à autossabotagem na vida profissional, para parar de se sabotar é essencial deixar o negativismo de lado. “Crie uma tela mental de desafios, oportunidades, inovação, foco em resultados. Deixe de se sentir um patinho feio, de se vitimizar”, ressaltou a especialista. “Pense em crescimento. Aí você deslancha, tem mais chance de ter crescimento pessoal e profissional”, acrescentou.

Fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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