Até que ponto ser pão dura?

Até que ponto ser pão dura?

Frequentemente falamos sobre questões relacionadas a excesso de gastos, mas hoje o ponto de vista será diferente. Você considera-se uma pessoa pão dura ou tem pessoas em seu convívio que são assim? Bom, em um primeiro momento podemos ter aquela ideia de que ser mais controlada na hora de definir os gastos pode garantir mais segurança financeira.

Por outro lado, você já parou para pensar que ser excessivamente “mão de vaca” em seus hábitos do cotidiano pode acabar atrapalhando a sua vida financeira e social?

Existe um limiar entre o que nos impede de gastar dinheiro com coisas desnecessárias e o que acaba diminuindo a nossa qualidade de vida e bem-estar. O Mr Money Mustache levantou o tema e percebemos que é realmente válida essa discussão.

Encontre equilíbrio entre 8 e 80

Para deixar bem clara a diferença entre ser ponderada e ser excessivamente pão dura, vamos ilustrar com uma situação mais radical. Você vai ao supermercado e resolve escolher as carnes que vai comprar para a semana. Entre as bandejas com cortes, existem algumas mais caras, mas com prazo de validade extenso, enquanto existem outras bem mais baratas, mas com o vencimento para o dia seguinte. Você sabe que não vai consumir meio quilo de carne em um só dia, mas prefere levar a embalagem mais barata e congelar a carne para comer ao longo da semana, mesmo sabendo que o produto está com prazo de validade vencido.

Uma pessoa vai à sua casa e quando você abre a porta da geladeira pra lhe servir um copo d’água, a visita praticamente entra em choque ao ver a quantidade de sachês de catchup, mostarda, shoyo, maionese, etc que você guarda há séculos, assim não precisa preocupar-se em comprar uma nova embalagem.

Enfim, existem várias outras situações de cotidiano que podem demonstrar um comportamento extremamente pão duro, a ponto de lhe trazer outros consequências socialmente desastrosas.

até que ponto ser pão dura?

O problema em ter a mão muito fechada

Dá para economizar sem precisar passar por constrangimentos ou deixar outras pessoas constrangidas ao seu redor. Não é preciso levar uma vida de extremas privações para economizar dinheiro, é possível fazer isso de um jeito mais saudável e eficiente.

Pense bem, todas nós temos uma imagem a zelar. E isso não quer dizer que temos que viver em função de aparências, mas sim reconhecer a importância do que transparecemos para os outros. Por exemplo, imagine-se na situação que acabamos de ilustrar acima. Você está começando a conhecer uma pessoa e marca de pegarem um cinema juntos. Para não pagar caro por um balde de pipoca, você leva uma bolsa gigante e quando o filme começa retira uma sacola cheia de pipoca feita em casa. Pronto, eis ai R$ 10 a mais no bolso e um(a) pretendente perdido(a).

Você tem uma entrevista de emprego para em uma empresa que é seu sonho de consumo. Ainda na sala de espera, em meio a outros candidatos, você percebe que todo mundo está super bem arrumado, enquanto você colocou uma blusa bacana, porém já bem surrada. Durante a conversa com quem te entrevista fica um clima super estranho, pois você percebeu que a pessoa não para de olhar para sua blusa, porque tem um furo enorme na manga que você nem tinha se dado conta.

Percebe o problema? Não é preciso gerar constrangimentos para si e para o próximo porque você não quer gastar dinheiro. Imagine perder uma oportunidade de emprego em função de uma impressão ruim sobre sua aparência? Ou nunca mais receber um telefonema do seu date porque a pessoa não quer arriscar-se a passar mais uma vergonha em público por conta de dinheiro?

Seja ponderada no que realmente importa

Se você realmente quer ser mais controlada com seus gastos, eis alguns exemplos de como fazer isso de um jeito mais eficiente: deixar o carro em casa alguns dias da semana e ir ao trabalho de ônibus ou metrô. Comprar roupas novas em lojas de departamento, em vez de buscar somente as grifes caríssimas. Lavar o carro na sua garagem em vez de gastar dinheiro no lava-jato, entre outros.

São hábitos que refletem uma vida mais simples, sem tanta dependência do consumo sem reflexão. Ainda que você tenha muito dinheiro para gastar, quem disse que por isso você precisa torrar tudo comprando coisas caras para o seu dia-a-dia? Pense bem, se você consegue manter o seu patamar com uma vida normal, o dinheiro que seria gasto com excesso de luxo pode ser usado para investir em uma viagem inesquecível, enfim, por experiências que você vai levar para sempre e que vão te trazer conhecimento, bagagem cultural.

Além do controle dos gastos, se a sua preocupação maior é a segurança financeira para o futuro, estude qual é o melhor tipo de investimento para você e deixe que seu dinheiro cresça!

 

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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