BioGlitter: para ajudar o meio ambiente, ela criou uma empresa de sucesso

BioGlitter: para ajudar o meio ambiente, ela criou uma empresa de sucesso

Carnaval é época de folia, bloquinhos e de muito glitter. Mas o que muita gente não sabe é que o item mais procurado para abrilhantar a festa é totalmente prejudicial ao meio ambiente. Isso porque, em sua composição, são encontrados pedaços de plásticos, óxidos de ferro e folhas de alumínio, entre outros materiais químicos. Para refletir a luz, utiliza-se ainda cores neon e iridescentes. Tudo isso demora centenas de anos para se decompor na natureza.

Mas como passar pelo Carnaval sem se lambuzar com muita purpurina? Essa foi a mesma preocupação que teve a empresária carioca Frances Sansão, de 28 anos, em 2017. Ela, que é adepta do consumo consciente, se recusou a utilizar qualquer produto que pudesse prejudicar o ecossistema. Assim, começou a saga pela procura de novas alternativas.

“Eu amo glitter. E quando eu vi que o impacto realmente era ruim, comecei a pesquisar outros produtos. Mas não achei em lugar nenhum no Brasil, só para importar. Por conta disso, iniciei os testes em casa. Pesquisei como fazer e quais materiais naturais eu poderia usar. Fiz para mim e mostrei aos meus amigos”, conta a idealizadora da marca.

Assim começava a Pura Bioglitter, que aconteceu em um momento de mudança de carreira. Frances é arquiteta por formação, mas já não estava satisfeita com a profissão. Começou a tatuar e se encontrou na purpurina. Com o objetivo de vender a criação nos bloquinhos do Rio de Janeiro, Frances montou uma página no Instagram. A ideia fez tanto sucesso que hoje, um ano depois, a marca conta com mais de 5 mil seguidores. Há pouco mais de uma semana para o feriado, os estoques estão quase esgotados.

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Receita de sucesso: pensar no meio ambiente

Sem revelar o processo de fabricação, Frances diz que utiliza algas e pedras pulverizadas, materiais hidrossolúveis e que se decompoem com mais facilidade. “Primeiro eu pesquisei insumos que pudessem brilhar e vi receitas caseiras de gelatina. Mas ela é feita de composto animal, então não vi muito sentido, já que eu queria reduzir um impacto na natureza. Fui em busca de materiais orgânicos que a pudessem substituir. Cheguei à receita depois de muitos testes, até achar o que dava certo.”

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Ela garante que qualquer um pode fazer, mas que o processo é um pouco complicado. “Não é simples de fazer, mas dá, tanto que eu faço na minha casa. Mas não foi fácil achar fornecedores”, pontua. Este ano, ela já conta com a ajuda de mais uma pessoa, Marcela Figueiredo, na produção dos potinho brilhantes.

Pega de surpresa no Carnaval de 2017, Frances confessa que não estava preparada para o tamanho da produção. “Comecei com uma demanda muito maior e sem nenhuma estrutura. Este ano, já vim mais preparada para o Carnaval, então estou conseguindo produzir mais. Tenho muitos pedidos e muita gente interessada, e até conseguiria ter um faturamento maior. Porém, ainda tenho uma capacidade de produção limitada.”

A intenção agora é expandir os negócios e aumentar a margem de lucro. Na folia do ano passado, Frances estima ter faturado cerca de R$ 4 mil. Nesse Carnaval, as vendas podem chegar a mais de R$ 20 mil. “Sei que poderia ser ainda maior, se eu tivesse uma fábrica. Mas é um negócio artesanal e tenho um limite. Para o ano que vem, já percebi que tenho que me organizar mais. Esse ano o glitter está bem mais na moda, então imagino que o movimento durante 2018 será maior .”

A marca já ficou conhecida nos maiores circuitos de bloquinhos de Carnaval, com 13 marcas parceiras. Curiosamente, o projeto carioca tem mais adeptos na capital paulista, número um em vendas. “Eu envio os produtos para todo o País. Comecei a receber muitas encomendas e, agora, as lojas entraram em contato para revender nos estados deles. Vejo que a marca já se consolidou e é muito legal viver o crescimento disso”, conclui.

Fotos:  Julia Assis Fotografia, Studio Coletti e  arquivo pessoal.

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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