Campanha alerta para preconceitos com roupas femininas

Campanha alerta para preconceitos com roupas femininas

Sofrer discriminação em função da roupa que está vestindo é algo que infelizmente não é novidade no universo feminino. O preconceito vem não só dos homens, mas também de mulheres. O grande problema deste tipo de postura é que o pensamento que condena a mulher pela roupa que ela veste acaba dando subsídio para valores deturpados, como julgar uma mulher que é vítima de assédio sexual em função da roupa que ela está usando.

Este é só um dos exemplos do risco que a manutenção deste tipo de preconceito representa. Tendo em vista a necessidade de reforçar a liberdade que as mulheres devem ter para se vestirem como quiserem, a ONG Terre Des Femmes – que protege os direitos das mulheres – lançou uma poderosa campanha: “Não meça o valor de uma mulher por suas roupas”.

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A campanha foi desenvolvida pela Miami Ad School da Europa, em Hamburgo, na Alemanha. Nas imagens, as mulheres aparecem com réguas que medem o tamanho de um salto, o comprimento de uma perna ou o tamanho de um decote. No entanto, as medições são substituídos por xingamentos que as mulheres costumam ouvir em função de suas vestimentas.

A psicóloga e especialista em credibilidade Sylvia Flores, professora no Centro Universitário Newton Paiva, salienta a importância da campanha, tendo em vista o respaldo que o material traz para a mídia, reforçando a liberdade que a mulher deve ter para ser quem ela quiser e que se vista como quiser.

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“O mais interessante é fortalecer a decisão da mulher de se vestir como quiser, as delícias e os prazeres de usar a roupa que escolheu. É claro que no ambiente de trabalho existe um código de postura que não deve ser ignorado, isso deve ser respeitado tanto por homens quanto por mulheres. O que não pode existir é esse julgamento que é feito com base no machismo”, afirma.

Ela compara o julgamento que frequentemente é feito em relação a roupas femininas com um teste psicológico feito para estudar o racismo entre crianças que também teve grande repercussão na mídia e nas redes sociais.

“Esse preconceito é formado desde muito cedo tanto em homens como mulheres, neste sentido, essas campanhas são muito positivas para desfazer este tipo de julgamento”, reforça.

 

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Crédito das fotos: ONG Terre Des Femmes e Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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