Como construir uma reserva de emergência

Como construir uma reserva de emergência

Os imprevistos fazem parte da vida. Além de toda a preocupação que causam, eles podem também gerar problemas financeiros se você não tiver uma reserva de emergência. Ela pode ser muito útil em situações inesperadas, como desemprego ou problemas de saúde que exigem exames e remédios caros.

O ideal é que ela comece a ser construída assim que você entra no mercado de trabalho – mesmo que seja guardada uma quantia mínima por mês e aos poucos ela vá aumentando. O quanto antes surgir o hábito de poupar, tanto para formar patrimônio para a realização de sonhos como para criar um fundo de emergência, melhor.

O primeiro passo para criar a reserva é analisar o orçamento e ver o quanto sobra no fim do mês. Se não estiver sobrando nada, faça ajustes – cancele a TV por assinatura, consuma menos energia ou adote um plano de celular mais acessível. Com base no valor que passar a sobrar a partir das mudanças, defina o quanto será aplicado. Uma parte do dinheiro pode ir para o fundo e outra para um investimento diferente – destinado à realização de projetos e sonhos, por exemplo.

“A reserva precisa ter liquidez imediata por ser para emergências. Tem que estar em uma aplicação de fácil resgate, como títulos públicos ou CDBs. Esses investimentos também possuem boa rentabilidade”, afirma Ezequiel Penteado, professor do IBE-FGV e especialista em Finanças, Contabilidade e Tributação.

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Segundo ele, para saber o valor que o fundo deve ter, é necessário fazer uma estimativa de quanto seria necessário para sobreviver em período de aperto financeiro, como desemprego. Mas essa quantia deve servir apenas de base. O ideal é que haja uma folga na reserva e ela seja o maior possível.

Com o desemprego crescente, ter um fundo de emergências pode ser a saída para que você não passe tanto sufoco se for demitida e consiga manter as contas em dia. O tempo médio para a recolocação no mercado de trabalho é de 8 meses. Então, a reserva deve ser suficiente para um período de pelo menos 8 meses a 1 ano.

“É importante também repor o fundo de emergência para ele voltar ao seu nível ideal”, recomenda o professor.

Com uma reserva garantida, você conseguirá atravessar períodos de incerteza e dificuldade com menos preocupação. Se os imprevistos são parte da vida, o sofrimento causado por eles pode ser menor quando se está bem preparada financeiramente.

Fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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