Como economizar com alternativas baratas de produtos e serviços

Como economizar com alternativas baratas de produtos e serviços

Pela primeira vez em 11 anos, houve queda nos rendimentos reais do trabalhador brasileiro, de acordo com o IBGE – 5,4%, o que representa menos R$ 257 no bolso das famílias. Diante do desemprego e renda encolhida, muitas pessoas optaram por enxugar os produtos e serviços que consomem. Alguns casos exigem cortes radicais, enquanto outros podem ser resolvidos com simples trocas espertas. Por isso, apresentamos a seguir algumas alternativas baratas de consumo, que lhe ajudarão a economizar sem abrir mão de algumas comodidades.

TV a cabo pré-paga

Em tempos de Netflix e infinitas opções de entretenimento na internet, é cada vez mais raro encontrar quem realmente assista TV a cabo. Muitas vezes, você pode ser apegada a um canal ou só assiste um programa específico uma vez por semana – mas sequer aproveita o pacote inteiro. Nestes casos, não vale a pena pagar pelo que você não usa, certo? Para quem não precisa se comprometer com uma assinatura mensal, optar pela TV pré-paga pode ser uma boa. Funciona como em um celular: você recarrega e assiste quando bem entender. Entre as empresas que oferecem o serviço estão a Sky, Oi e Claro. É possível encontrar pacotes de R$ 9 mensais apenas para TV aberta, R$ 29 para 15 dias de uso – incluindo até 99 canais -, até R$ 478,80 para um pacote de 12 meses.

Clínicas populares como alternativa a planos de saúde

A queda na renda fez com que muitas pessoas abrissem mão do convênio – mais precisamente, 1,5 milhão de pessoas entre setembro de 2015 e 2016, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS). As clínicas populares são uma alternativa de baixo custo para cuidar da saúde no dia-a-dia – para uma consulta de rotina ou exames simples, por exemplo. Os valores para uma consulta começam em R$ 60 em clínicas como Dr. consulta, Partmed e Dr. Agora. “Porém, é preciso ponderar, pois você não poderá contar com elas em caso de gravidez ou emergência médica”, lembra Eduardo Maróstica, professor da IBE-FGV.

Bancos e contas digitais

As instituições financeiras tradicionais podem cobrar taxas altíssimas para que você use seus serviços. Para quem prefere resolver tudo pela internet, trocar a conta corrente tradicional pela conta digital pode ser uma boa alternativa para economizar. A maior parte oferece isenção de tarifas, inclusive na emissão de DOCs e TEDs. “Essa é uma grande tendência do mercado. A única desvantagem que vejo é que, geralmente, não há personalização do serviço, então as alternativas apresentadas por eles não necessariamente serão adequadas às suas necessidades”, opina Maróstica.

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Telefone fixo pré-pago

É raro encontrar quem fique em casa tempo o suficiente para, realmente, fazer uso de um telefone fixo. Talvez esse seja o seu caso. Cancelar a linha é a primeira opção que vem à mente, mas, se você ainda faz algumas poucas ligações de sua residência, considere o telefone fixo pré-pago. Assim como no celular e TV a cabo, basta fazer a recarga e usar quando precisar. Antes de aderir, porém, analise qual é seu consumo. “Se for alto, melhor contratar um serviço com disponibilidade total”, pontua o professor da IBE-FGV. Isso porque quem usa o telefone com frequência pode ter que recarregar o aparelho mais vezes. Assim, o valor gasto com recargas pode ser superior àquele que se pagaria em um plano com disponibilidade total. O mesmo vale para internet fixa pré-paga, que também pode ser contratada por quem usa pouco a banda larga em casa.

Transportes alternativos

Ter um carro na garagem à sua disposição pode facilitar a vida, mas nem todo mundo o usa o suficiente para justificar as despesas. Nestes casos, por que não apostar em serviços que oferecem a mesma comodidade, mas gastando menos? É provável que o Uber seja a primeira empresa que lhe vem à cabeça, mas o universo dos transportes compartilhados vai além. O aplicativo 99Taxis oferece descontos de 30% em algumas corridas. O Easy Taxi também oferece descontos de meia bandeira para clientes Santander. Além disso, os aplicativos de táxi também fazem parcerias com empresas esporadicamente com ofertas de desconto, como é o caso da campanha #HojeNãoDirijo da Johnny Walker, que oferece desconto de R$ 15 em corridas. Vale a pena ficar de olho em promoções, descontos e cupons para avaliar qual a melhor alternativa para transporte. Você também pode alugar um carro de acordo com sua necessidade pelo PegCar ou Fleety. Há, ainda, os apps de carona, como o BlaBlaCar – especializado em viagens intermunicipais, para você economizar no ônibus – e o Caronetas.

Locação de bens

Não é nada vantajoso, tampouco sustentável, comprar algo que você usará uma vez e depois largará no cantinho do porão. Nestes casos, sai mais em conta apelar para o aluguel – e, acredite, é possível alugar de tudo. Para que se tenha ideia, o site Alooga tem em seu acervo desde aparelhos eletrônicos até canivetes suíços. Já o BoBags permite o aluguel de bolsas de grife por até 30 dias. “Assim, você poderá variar o visual sem a necessidade de investir um grande capital”, aconselha Maróstica.

Comprar de pequenos produtores

“Ao realizar a compra direta, como com artesãos e fábricas locais, o custo acaba sendo menor, uma vez que não há intermediação na venda”, explica Maróstica. Além de economizar, você incentiva o consumo sustentável e o trabalho de produtores independentes. O movimento Compro de Quem Faz fomenta essa iniciativa e é um bom ponto de partida para quem deseja entender mais a respeito. Também é possível encontrar esses pequenos produtores em grupos no Facebook, como o Compro de Quem Faz das Minas, que ajuda mulheres a venderem seus produtos artesanais e garantirem seu sustento.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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