Como escapar das armadilhas consumistas das tendências

Como escapar das armadilhas consumistas das tendências

*Carolina Camocardi

O mundo sempre foi feito de tendências, seja de comportamento, cultura, política, religião, mercado, consumo, entre outras. No processo de globalização, a tendência tomou proporção sem fronteiras e não conseguimos dimensionar o quanto isso se reflete em nossa vida. Nossa imagem, quem somos e nossas ações são sempre pautadas por tendências. Achamos que temos livre-arbítrio, mas não é bem assim que funciona.

Tudo está conectado. Uma “inocente” tendência de moda nada mais é que a junção de inúmeras outras. Por exemplo, a tendência do momento é o tassel, que nada mais é do que um pingente formado de franjas que lembra aquele puxador de cortina da casa da avó. Porém, ele já é apresentado com um nome repaginado.

Esses pingentes estão sendo usados em roupas e acessórios, decoram e rebuscam peças, deixando-as divertidas. Algumas vezes parece coisa nova, mas dá uma sensação de: “já vi isso antes”.

De onde vêm as tendências?

Na verdade, qualquer tendência, por mais nova que nos pareça, não tem nada de novidade. Por exemplo, o tassel tem ligação com os puxadores de cortinas, traz memórias de décadas atrás, tem significado nas culturas africana, indiana, tibetana, entre outras.

Ou seja, quando você compra uma peça com essa tendência, está carregando inúmeros significados: histórias de civilizações, parte da cultura com mensagens que muitas vezes nem acessamos e códigos de comunicação. Ao andar com uma sandália com tassel pendurado, levamos juntos um pedacinho de vários povos.

Porém, quando isso chega nas prateleiras, olhamos como um simples objeto e desejamos porque já fomos “picados pelo bichinho” do desejo, pois a tendência de consumo e mercado já estudou e está aplicando bem o papel.

Nada vem do nada. Os estudos de tendências de comportamento mundial já conseguem mapear novos grupos com influências diversas e desta forma surgem opções de estilos de vida. Podemos observar isso dentro de nós. São sementes que começam a germinar e sem saber como, você se vê fazendo parte de conceitos novos e alternativos de vida.

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Quando não temos consciência, nos afogamos continuamente no mar agitado de novidades constantes. Compramos um vestido caríssimo com o tal “tassel” do momento e parecemos enroladas na cortina da avó. Isso é o que mais vejo acontecendo quando ingerimos uma quantidade absurda de objetos de desejos e não digerimos para saber o que realmente almejamos, tanto no consumo quanto no estilo de vida e sem consciência de que se aquilo tudo tem relação com quem somos.

As tendências são como ondas do mar: ou você mergulha, passando por baixo, ou se deixa levar. Seria muito cansativo se fizéssemos sempre a mesma coisa, então, o importante é observar a onda no horizonte e decidir cortar ou seguir a maré.

Pesquise um pouco quando ver alguma tendência chegando. Veja se encaixa com seu universo pessoal e financeiro e decida só depois dessa análise. Aposte em um desejo por vez.

*Carolina Camocardi é personal stylist e trabalha com o conceito da imagem consciente. Desenvolve consultorias personalizadas com foco no autoconhecimento da própria imagem, desconstrução de paradigmas e reorganização visual e conceitos. 

 

Fotos: Shutterstock

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