Como se planejar financeiramente para adotar uma criança

Como se planejar financeiramente para adotar uma criança

Ser mãe é, antes de mais nada, um exercício do coração. Por isso, adotar uma criança é o caminho que muitas mulheres seguem para realizarem o sonho da maternidade. Junto à alegria, porém, vêm as responsabilidades – é preciso se preparar em todos os sentidos, inclusive financeiramente.

O planejamento financeiro para adotar é parecido com aquele feito na gestação, no entanto, é preciso observar algumas diferenças fundamentais. Geralmente, os pais não sabem quando a adoção ocorrerá, já que o tempo de espera depende do perfil desejado. “Eu diria que é uma ‘gestação do coração’, quando os pais devem se preparar para a vinda de seu novo filho ou filha”, comenta Elleonora Braude, planejadora financeira CFP® pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros.

Além disso, não é possível saber a idade e tamanho exatos da criança. Por isso, ao contrário da gestação – onde se tem nove meses para se preparar efetivamente –, os pais deverão pensar nessas questões assim que decidirem adotar.

“Uma vez que a adoção é desejada, deve-se realizar um esforço poupador mês a mês, já prevendo que, a partir da chegada do novo integrante, os gastos aumentarão. No primeiro instante, alguns investimentos iniciais precisarão ser feitos, como a montagem de um espaço na casa para a criança – incluindo a reforma e compra de móveis. Logo, quanto antes começar a poupança, melhor”, diz o master coach financeiro Victor Barboza.

Planejamento financeiro para a adoção: como fazer

Apesar de estar no escuro em relação à idade, tamanho e data de chegada do novo membro da família, é possível se planejar de um jeito eficiente. Para isso, você precisa se preparar para todas as circunstâncias. O primeiro passo é estimar os custos iniciais, o que inclui itens como roupas, brinquedos e gastos com saúde, além do aumento nas contas como água, luz e supermercado.

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“As necessidades da criança evoluem conforme elas crescem, então existe, sim, uma variação no planejamento. No início, as necessidades financeiras são mais relacionadas a itens materiais, como mamadeiras, chupetas, bebê conforto, fraldas etc.”, aponta Elleonora.

Já as crianças mais velhas pedirão mais atenção na educação escolar e lazer. Dependendo de sua base educacional, talvez ela também precise de aulas de reforço.

“Com estes valores definidos, o próximo passo é alinhar a capacidade poupadora dos pais e definir onde o dinheiro ficará separado, sendo interessante buscar algum investimento para que haja rendimento sobre o dinheiro guardado”, orienta Barboza.

Orçamento adaptado

Além de todos os gastos iniciais, é preciso lembrar que ter um filho é cuidar dele até sua idade adulta. Assim, a família também terá que adequar seu orçamento para cobrir todas as despesas que envolvem sua criação e sustento. Se for necessário, corte despesas – o mais importante é não se endividar, pois isso também pode afetar o equilíbrio familiar.

Caso você ainda não tenha uma reserva de emergência, é preciso criar uma o quanto antes – aproveite o período de “gestação do coração” para isso. “Ela será muito importante, pois a composição do orçamento familiar mudará bastante devido ao incremento de gastos, especialmente nos seis primeiros meses. Essa reserva pode ajudar a equilibrar temporariamente as finanças sem contrair dívidas e focando no que realmente importa, que é a ambientação com seu novo herdeiro”, ensina Elleonora.

Porém, mais importante do que o dinheiro é estar de braços abertos para essa nova fase de sua vida. Aproveite o período de espera para se preparar psicologicamente e, se necessário, vale até mesmo contar com a ajuda de um psicólogo. Coloque tudo na ponta do lápis e feliz maternidade!

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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