Como ter sucesso em uma carreira não convencional

Como ter sucesso em uma carreira não convencional

Quem escolhe seguir uma carreira não convencional deve estar preparada para as adversidades. Mesmo com os problemas que você encontrar pelo caminho, ir em busca do seu verdadeiro sonho pode lhe render bons frutos. Jenna Whitecar não é conhecida apenas como atriz, cantora, intérprete, jornalista, blogueira, comerciante e escritora. Como se tudo isso não bastasse, há um título que a descreve melhor do que qualquer outro: modelo a ser seguido. Jenna prosperou em todas as suas posições, mostrando como fazer malabarismos com diferentes papéis e paixões com graça, talento e um amor genuíno pela vida.

Em entrevista ao site The Every Girl, Jenna conta como lidou com as lutas da vida de atriz em Los Angeles, ao se tornar escritora e como viu a sua própria vida através de seu blog. Confira como ela encontrou sucesso em um caminho de carreira não convencional!

Qual foi seu primeiro emprego e como o conseguiu?

Meu primeiro emprego foi como babá. Depois da faculdade, enquanto fazia audições em Los Angeles, trabalhei em um estúdio de dança. Eu ensinei canto e dança, trabalhei na administração e aprendi muito sobre atendimento ao cliente. Surpreendentemente, muito desse trabalho ainda está presente na minha carreira.

Você se especializou em jornalismo de rádio e TV. Por que escolheu esse curso e como sua educação moldou seus objetivos de carreira?

Escrever e tocar são meus dois amores, então, quando chegou a hora de escolher o maior deles, eu senti que o jornalismo combinava um pouco dos dois. Eu sempre tive a intenção de seguir as artes depois da faculdade, mas queria estudar algo que também poderia me levar a outra carreira. Fui à Escola de Jornalismo e Comunicação de Massa Walter Cronkite, da Universidade Estadual do Arizona (EUA) e não tenho palavras para elogiar o suficiente.
Era uma comunidade maravilhosa, com professores dedicados e equipamentos de última geração. Eu não estava apenas em uma sala de aula estudando teorias e matérias de redação, eu estava lá entrevistando, filmando e passando horas editando. Eu estava constantemente aprendendo.

Embora eu não tenha seguido o caminho direto da reportagem, consegui integrar tudo o que aprendi, já que a maioria dos meus empregos se baseou em mídia e escrita.

O que você aprendeu ao trabalhar no jornalismo? Quais habilidades são transferíveis para os outros campos?

Eu aprendi de tudo – impresso, internet, rádio, relações públicas e leis, éticas e as teorias que cercam o jornalismo. Aprendi também como precisamos nos preparar para a evolução da tecnologia. O Twitter surgiu quando eu estava próxima de me formar, e me lembro de todos os professores incluindo a nova mídia em suas apresentações, como um lembrete para manter nossos trabalhos relevantes e proteger a mídia. Mas penso que precisamos dar um passo à frente e abraçar a tecnologia, ao encontrar maneiras de trabalhar ao lado dela, não contra ela.

Eu também aprendi que ‘notícias difíceis’ não eram para mim. Eu sou muito ligada às pessoas para deixar de lado a emoção quando precisamos fazer uma reportagem. Não acho que eu poderia cobrir algo trágico ou entrevistar alguém passando por um momento difícil sem me apegar ao elemento humano disso. Sou muito sensível.

Depois de me formar, fiz um estágio no jornal Extra, o que foi ótimo porque me permitiu ter experiência em notícias mais leves, e também algumas experiências realmente divertidas na frente das câmeras. Los Angeles é uma indústria do entretenimento implacável. Assim, continuei com minha autodescoberta para saber qual deveria ser meu nicho. Quando o estágio terminou, meu coração estava me dizendo que talvez não fosse isso.

Por que você decidiu iniciar um blog? O que você mais gosta nele?

Eu aprendi muito enquanto trabalhava no marketing de uma empresa corporativa, mas não conseguia ser tão criativa quanto eu gostaria. Eu precisava de uma saída. Eu tinha como objetivos escrever um livro e ser freelancer de grandes editoras. Então, vi no blog uma forma de construir um currículo e o utilizei para entrar neste mundo competitivo.

Comecei, assim, o Jenna Rose Colored Glasses. Eu queria ter um lugar para registrar minhas aventuras, conselhos, receitas e viagens e expressar toda essa criatividade. Mas também para construir uma coisa que eu poderia transformar em um negócio e uma referência para oportunidades de freelances. Eu amo ter algo que é todo meu. É libertador ser sua própria chefe. Eu realmente aprecio essa liberdade criativa, ter um lugar para se conectar com outros e documentar meus pensamentos.

Nunca pensei que começar um blog secretamente após o trabalho e durante as horas do almoço daria tão certo. Mas foi esse o projeto paralelo criativo que se transformou em algo que enriqueceu minha vida, tanto pessoal como profissionalmente.

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Seu trabalho como redatora na The Bay Club Company é aquele que você chamou de um sonho tornado realidade. Como surgiu este trabalho? Por que você está tão entusiasmada com ele?

O Bay Club é uma empresa de hospedagem com sede na Califórnia, e fui contratada depois de trabalhar para eles como influenciadora. A marca está realmente concentrada em viver uma vida equilibrada e feliz. Então, quando eu vim para o time como redatora, eu sabia que tinha encontrado um bom lugar para mim. Não só eu poderia me concentrar no conteúdo e na escrita, que é a minha parte favorita do marketing, mas o hotel realmente combinou comigo.

Eu trabalhei em outros lugares legais no passado, como Minted (e-commerce), mas depois de passar por algumas outras empresas, estou feliz em ter encontrado um trabalho que se encaixa com meus planos em longo prazo. Ser escritora não salvará vidas, mas estou emocionada de fazer parte de uma equipe que faz um esforço para trazer a felicidade, de alguma forma, às pessoas.

Falando em escrita freelance, como você encontra emprego? Qual é o seu conselho para escritores que querem escrever para publicações que admiram?

Primeiro, crie um portfólio, blog ou site que mostre o tipo de trabalho pelo o qual gostaria de ser pago. Depois, network! Utilize amigos, LinkedIn, ajuda de ex-alunos e redes sociais! O pior que você pode ouvir é ‘não’, e isso não vai te matar – então não tenha medo. Praticamente todas as publicações que escrevi vieram depois de eu mandar um e-mail, incluindo PopSugar e Belong Magazine! PopSugar, por exemplo, apareceu através um ex-aluno que encontrei no Linkedin e que já trabalhou lá. Eventualmente, as coisas começam a vir de forma mais orgânica, mas essa é a melhor maneira de começar. Apenas tenha coragem, seja genuíno, trabalhe duro e diga obrigado!

Outra dica é simplesmente se jogar! Não diga ‘Eu queria poder fazer’ o tempo todo, basta começar. Não espere que as coisas sejam perfeitas. Não há tempo como o presente, então dê uma chance. Isto se aplica ao trabalho freelance ou a qualquer projeto paralelo que você tenha sofrido para fazer.

De que forma você está mais orgulhosa?

Eu fiz muitas coisas realmente divertidas e tive algumas oportunidades únicas em todas as fases da minha vida profissional. No entanto, não tenho orgulho de algo em particular, mas sim apenas de eu ter tentado. Quando me mudei para Los Angeles e comecei as audições, iniciei meu blog e segui na minha carreira de marketing, não deixei o medo do que as pessoas pensavam, de falhas ou de qualquer outra coisa me abalar. Me esforcei e coloquei meus sonhos em movimento. Às vezes, sinto tudo isso como uma benção e às vezes como uma maldição, mas eu sei que nunca vou olhar para trás me perguntar ‘e se eu tivesse feito isso?’ E isso em si é uma conquista que me deixa muito orgulhosa.

Qual conselho daria a você mesma aos 23 anos?

Não planeje tanto a sua vida. Às vezes, as melhores coisas vêm da forma mais improvável, e você pode acabar recebendo tudo o que sempre quis – mas não da forma que esperava chegar lá. Tenha mente aberta, seja amorosa, aceite os outros e a si mesma, e tente ser paciente.

Mostre gratidão e sempre use seu protetor solar! O exercício e a comida saudável são realmente bons para você. Trate seu corpo bem e seja bom com os outros e com você mesmo.

Nunca tenha medo de defender o que é certo, para você e para os outros. Não seja ninguém além de você, e não se desculpe pela verdade que acredita. Sorria o máximo possível. É normal não gostar de coisas ou de algumas pessoas, mas é como você age sobre isso que te define. Mostre a elas como gostaria de ser tratada.

Corra atrás de seus sonhos e ignore as dúvidas que podem te atrapalhar. Trabalhe duro. Viaje, veja o mundo, continue expandindo sua bolha. Lembre-se de que o mundo é maior do que você. Leia! E se você pode ajudar alguém, faça. Além disso, perdoe sempre, você mesmo e outros.

Texto original publicado na The Every Girl.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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