Compartilhamento de carros garante renda extra e economia

Compartilhamento de carros garante renda extra e economia

Provavelmente você já conhece o AirBnb – sistema que conecta pessoas em busca de hospedagem em conta a pessoas que querem colocar seus imóveis ou cômodos à disposição. Agora, imagine essa lógica aplicada a carros em vez de imóveis. Essa é uma alternativa para quem precisa de um veículo em um curto espaço de tempo, mas prefere evitar a burocracia das locadoras tradicionais. A proposta chegou ao Brasil com as empresas Fleety, que atua em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, e Pegcar, que por ora atende apenas o estado de São Paulo, com foco na região metropolitana.

O funcionamento do sistema é relativamente simples: basta se registrar no site que oferece o serviço, pesquisar um carro que atenda suas necessidades, pagar e solicitar a reserva junto ao proprietário. É comum encontrar um locador que more perto de você, assim, basta sair de casa, encontrar o locador no local combinado, pegar as chaves e dirigir.

Colocar o próprio automóvel para alugar também não tem complicação. É preciso se cadastrar na plataforma, incluindo informações sobre o carro, fotos e disponibilidade, além de determinar o valor do aluguel. Então, você receberá as solicitações por email e poderá ou não aceitá-las sem ônus. Cada plataforma tem seus próprios pré-requisitos para aceitar locadores. O Pegcar, por exemplo, só permite o cadastro de veículos com menos de 10 anos de uso, menos de 100 mil km rodados, valor de tabela Fipe de até R$ 70 mil, de ano modelo com data de fabricação a partir de 2006 e seguro próprio contratado.

Vantagens para todas

Quem decide alugar um veículo através desse sistema de compartilhamento tem muito a ganhar, a começar pela economia. “Uma das grandes vantagens é o preço, que é, em média, 35% mais barato do que em locadoras tradicionais e não há cobrança da caução do cartão de crédito”, afirma Conrado Ramires, sócio-fundador do Pegcar. A burocracia de uma locação tradicional também não existe. Como tudo é feito pela internet – desde a solicitação da reserva até o pagamento –, não é preciso pegar filas ou esperar para ser atendida. Além da locação para fins de turismo, é possível alugar veículos para transporte de móveis ou outros bens pesados – como picapes e SUVs. O locatário também deve pagar uma taxa de 10% do aluguel.

Já quem coloca o veículo à disposição tem a chance de conseguir uma renda extra com algo que tem fama de só trazer gastos – especialmente se o seu carro só fica parado na garagem. “Atualmente, a maior parte das pessoas com carros cadastrados é formada por profissionais que trabalham em casa, moram perto do trabalho ou utilizam outras opções de transporte para este deslocamento. Muitos deles estão desempregados ou necessitam de fonte de renda extra para completar o orçamento”, pontua Ramires.

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Há quem consiga arcar com os custos do veículo só com a locação. É o caso de Gabriela de Lima Marin, usuária do Pegcar. Motivos não faltavam para ela dar uma chance ao sistema: desempregada, ela está concluindo seu mestrado em Ecologia, então, ter uma fonte de renda extra seria uma mão na roda. “Já fazia muito tempo que tinha vontade de andar menos de carro e usar outros meios de transporte, mas era difícil resistir à comodidade de um carro na garagem”, conta.

A princípio, ela teve medo de multas e batidas, mas logo viu que eles não se justificavam. Hoje, Gabriela fatura aproximadamente R$ 650 ao mês, o suficiente para cobrir todos seus custos com o veículo. “Fiz o cálculo para ver se valia mais a pena vender o carro ou mantê-lo para aluguel, incluindo gastos com seguro, manutenção, depreciação e o que deixo de ganhar ao não colocar o dinheiro da venda em uma aplicação. Conclui que a plataforma compensa tudo isso”, avalia Gabriela.

Vale a pena alugar meu carro?

Convenhamos: deixar seu veículo na mão de outra pessoa exige certa dose de desapego. É natural ter medo de que algo aconteça – e, pior, você tenha que arcar com o prejuízo. As duas plataformas garantem aos locadores um seguro que protege contra sinistros e eventuais danos durante o período de aluguel. “Assim, apesar da exigência de que os carros cadastrados tenham cobertura própria, o seguro válido é o contratado pelo Pegcar, que cobre 100% da tabela FIPE do carro e engloba colisão, incêndio, roubo, furto, responsabilidade civil e assistência 24 horas”, garante Ramires.

Quanto ao lucro, vale lembrar que o aluguel garante uma renda extra, mas não é suficiente para sustentar uma família, por exemplo. Dados do Pegcar apontam que, em média, seus usuários faturam R$ 800 por mês, sendo que o valor pode chegar a R$ 2 mil. Esse número varia de acordo com o preço do aluguel do veículo que, embora a plataforma dê sugestões, quem define é você. Porém, tenha em mente que a empresa dona da plataforma reterá um percentual para ela – no caso da Pegcar, 20%, que cobrem o seguro pelo período da locação.

Para quem tem interesse de colocar o veículo para locação, o tanque de combustível precisa estar cheio na entrega, mas na devolução a responsabilidade de encher o tanque novamente é de quem aloca. As plataformas também exigem que os carros sejam devolvidos limpos. A manutenção, em contrapartida, é de responsabilidade do dono do carro. Por isso, se você estiver precisando de uma graninha extra, coloque na balança todos esses fatores antes de decidir alugar seu carro.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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