“Compro compulsivamente e não sei como me controlar…”

“Compro compulsivamente e não sei como me controlar…”

Os hábitos de manter o cartão de crédito sempre em atividade, ter a necessidade de voltar para casa sempre com uma sacolinha em mãos – mesmo que seja com um enfeite que você nem acha que vai combinar muito com a sua sala, mas ainda assim comprou – são grandes responsáveis pelo descontrole financeiro das pessoas.

Mulheres que compram por compulsão não costumam deixar a mania de lado, mesmo quando estão muito endividadas e é justamente este o ponto mais preocupante. Avaliar este tipo de conduta é ainda mais necessário no nosso caso. Você sabia que 90 a 95% dos compradores compulsivos são mulheres?

O problema, mais do que um motivo para causar um rombo no orçamento, pode transformar-se em uma doença se não for controlado. Já ouviu falar em onomania? É o nome dado para a doença de comprar compulsivamente. Se você desconfia que seja seu caso ou mesmo conhece alguém próximo que tenha esse costume, a orientação é para buscar um tratamento. A estimativa é de que 2 a 8% da população global sofra com a doença.

Para quem não acompanhou ou não se lembra, a doença foi retratada ao longo da novela “Salve Jorge”, da Rede Globo. Na trama, a delegada Helô (Giovanna Antonelli) comprava tanto que mal tinha espaço para guardar tudo.

Lidar com o problema em famílias que têm boas condições financeiras já é difícil, encarar a situação quando seu poder aquisitivo não é alto com certeza é um pesadelo ainda maior. Não é novo para ninguém o ditado que “tudo que em exagero é nocivo”, portanto o melhor é ser sempre prudente e evitar que a compulsão acabe tornando-se uma doença.

Tratamento: por onde começar?

O alerta que damos aqui não é para fazer juízo de valor sobre o quanto você compra, mas para te mostrar que o problema pode ser maior do que você imagina. Os motivos que levam a comprar desenfreadamente são variáveis e bem subjetivos. A própria pessoa pode não perceber que está comprando para satisfazer uma necessidade de preenchimento, por exemplo.

O comportamento pode ser um sinal de depressão, uma maneira de materializar algo que esteja faltando ou mesmo fora do lugar. Se ainda não estiver preparada para discutir a situação com a família e amigos, tente conversar sobre o assunto com um especialista, até mesmo para saber se você se encaixa em algum quadro grave ou se consegue corrigir o impulso de um jeito mais simples.

A partir daí você ganha confiança para conversar sobre o problema com pessoas mais próximas. Lembre-se também que seu descontrole financeiro afeta as pessoas que você ama e que dependem da sua renda.

controle a compulsão por compras

Fim de ano

O Natal se aproxima. Sinal de que pelo menos até dezembro as lojas vão continuar cada vez mais atrativas. Se você é do tipo que costuma abrir a carteira com facilidade, aproveite para “esquecer” o cartão de crédito em casa nos próximos dias. Isso vai te forçar a deixar compras desnecessárias de lado ou pelo menos a pensar duas vezes antes de comprar aquela lista de presentes caros. Afinal, a gente sabe que comprar com dinheiro vivo sempre dói um pouco mais, né?

Outra dica boa para evitar a compulsividade nessa época é fazer um balanço do preço das coisas que gostaria de comprar e o tamanho da sua dívida atualmente. Ainda que não seja possível pagar o que deve de uma só vez, isso te ajuda a pensar melhor na hora de gastar.

Pulso firme com vendedores

Ter boa lábia é requisito básico para ser bom vendedor. Os truques usados pelas lojas para aumentar o consumo são muitos. Algumas delas, mesmo que veladamente, usam estratégias como contratar funcionários bonitos, além de simpáticos, para impulsionar as vendas…

Pois é, mas o problema é que nós vivemos em uma sociedade cheia de vaidades e o interesse de quem vende é ver seu dinheiro circulando. Por isso, não se iluda com o sorriso bonito, aquela conversa batida da “grande oportunidade” de levar o produto X ou mesmo para “não deixar para comprar depois, porque a mercadoria está acabando”.

Os vendedores não estão agindo errado, muito pelo contrário, eles têm metas mensais a cumprir e as vezes é bem difícil alcançá-las. Mas quem conhece bem o seu bolso é você, então seja firme para decidir o quanto poderá gastar.

E você, compra por compulsão? Conte sua experiência para nós! 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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