Conheça os custos com documentos ao comprar um imóvel

Conheça os custos com documentos ao comprar um imóvel

Você junta dinheiro, negocia um financiamento e respira fundo: finalmente, a casa própria! Então, descobre que ainda precisará pagar mais uma série de documentos e impostos referentes à aquisição que podem pesar bastante no bolso. “Hoje, quem financia um imóvel, paga de 5,5 a 6% do valor do bem em todos esses custos acessórios”, afirma Silvio Gonçalves, vice-presidente da Rede Imobiliária Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo). Já quem não financiou o imóvel pode gastar de 4 a 5% com estes gastos extras. Por isso, se você não se programar para desembolsar essa grana, pode cair em uma fria.

Fica apenas o aviso: estes custos não podem ser financiados. Algumas construtoras, para incentivar a compra, podem embuti-los no preço total a ser pago – embora algumas digam que elas mesmas arcam com o custo. Então, os gastos acabam indo para o financiamento do imóvel. “No entanto, em tantos anos de financiamento, isso ultrapassará os 6% que pagaria e você acabará gastando mais dinheiro do que se pagasse o valor por si mesma”, alerta Gonçalves. Por isso, se a construtora afirmar que bancará as taxas extras, certifique-se de que isso realmente não está sendo embutido no valor total do imóvel.

Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)

Cobrado em casos de transferência de propriedades, não incide sobre o quanto você pagou no imóvel, mas, sim, no maior valor. Existem três valores: o venal, o atribuído e aquele que você desembolsa. Suponhamos que você pagou R$ 300 mil em uma casa, mas o valor venal dela é R$ 250 mil e o atribuído é R$ 320 mil. Neste caso, o imposto será cobrado sobre o valor atribuído. Cada cidade cobra um percentual, então, verifique a taxa de seu município junto à Prefeitura. Segundo Gonçalves, ela costuma girar em torno de 3% em casos de compra direta. Já em imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) ou Habitação de Interesse Social (HIS), aplica-se a taxa de 0,5% sobre o valor efetivamente financiado. Então, incide taxa de 3% sobre a fatia que não foi financiada.

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Escritura

Ela representa o contrato de compra e venda e seu custo varia de acordo com a faixa de valor que imóvel se encontra e a localização – cada estado tem sua própria taxa. O 26º Tabelionato de Notas de São Paulo disponibiliza um simulador de preços que valem apenas neste estado (clique aqui e veja), mas servem para você ter uma noção. “Quem financiou a compra do imóvel não precisa lavrar a escritura, uma vez que o contrato de financiamento tem a mesma força deste documento”, pontua Gonçalves.

Registro de compra em cartório

Ao contrário da escritura, este item é obrigatório para todos os compradores. Seu custo também varia de acordo com a região e valor do imóvel. Você encontra a tabela de custos de todos os estados brasileiros no site do Instituto de Registro Imobiliário Brasileiro (clique aqui e veja). Quem está comprando um imóvel pela primeira vez tem direito a um desconto de 50% tanto no registro quanto na escritura, desde que ele seja adquirido pelo SFH com valor máximo de R$ 500 mil.

Jogo de certidões

Além de toda a papelada acima, a compradora ainda tem que cuidar deste conjunto de documentos que assegura que você não tem nenhuma pendência ou ação judicial que possa prejudicar a venda. “Ele não é obrigatório, mas é importante tê-lo, pois é a garantia de que você e o vendedor não serão passados para trás”, frisa. Segundo o vice-presidente, o preço médio para adquirir toda essa documentação é de R$ 350. Também é possível contratar um despachante para fazer o serviço – que pode ter um custo aproximado de R$ 650.

Taxa de avaliação

Item obrigatório para quem financia a compra do imóvel, serve para que a instituição que emprestou o dinheiro tenha a garantia de que o bem realmente vale o que está sendo cobrado. Por exemplo, você está adquirindo uma casa de R$ 500 mil, mas seu valor real pode ser de apenas R$ 100 mil. “Isso é feito para que a entidade saiba que é possível financiar essa quantidade”, reitera Gonçalves. Essa taxa costuma custar em torno de R$ 2.600.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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