Conta conjunta é uma boa ideia?

Conta conjunta é uma boa ideia?

Na hora do casamento, a premissa é buscar a felicidade e a lealdade até que a morte os separe. Cumprir o juramento à risca, como bem sabemos, não é tarefa tão simples. Entre os vários fatores que somam no equilíbrio de um casamento, lidar bem com as questões financeiras do casal é um grande desafio.

A forma como lidar com o dinheiro vai variar de acordo com o regime do matrimônio, mas uma dúvida costuma ser muito comum: é indicado ter uma conta conjunta com o parceiro (a) ou melhor evitar? Bom, salvas as peculiaridades de cada casal, é importante ressaltar que essa conta bancária pode trazer alguns benefícios a vocês, caso seja utilizada para os fins adequados.

Unir o dinheiro de vocês em uma conta conjunta é interessante pelo poder de barganha que podem ganhar, tendo em vista que a soma dos valores de ambos pode dar condições de acesso a investimentos melhores. Por outro lado, é importante que vocês não concentrem todo o patrimônio que possuem nesta conta, tendo em vista que um infortúnio (como um sequestro relâmpago, por exemplo) colocaria em risco todo o patrimônio que possuem.

A conta conjunta também pode servir, por exemplo, para ajudá-los a quitar as contas em comum, com prioridade para despesas fixas. Nesta ala, entram as contas da casa e as despesas que vocês terão futuramente com filhos. A dinâmica é simples, basta que vocês definam a parcela mensal que cada um irá comprometer do orçamento individual para quitar essas despesas e direcionar o dinheiro para a conta conjunta.

Essa estratégia facilita inclusive a solução de um dilema muito comum entre casais, sobre o uso do patrimônio dos dois para vontades individuais. Estabelecida a parcela que cada um vai contribuir para pagar as despesas e com um investimento estabelecido para o futuro dos dois, fica mais fácil cada um separar do orçamento aquela fatia de dinheiro que cada um pretende gastar consigo. Dessa forma, vocês evitam aquelas DRs desgastantes e não deixam de cuidar das responsabilidades dos dois.

 

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O risco da conta conjunta

Ter uma conta com o parceiro (a), no entanto, pode ter seus dilemas se vocês não estabelecerem previamente alguns limites. Um dos cuidados é quanto ao crédito, o ideal é que vocês não usem uma conta com acesso a cheque especial, para evitar desgastes com endividamento.

Fazer uma dívida em uma conta conjunta pode ser motivo de grande estresse para a vida a dois, tendo em vista que a inadimplência pesa sobre o ombro (e sobre o nome!) dos dois. Evitar esse comportamento é o mais prudente para a saúde financeira do casal e também para preservar um convívio sadio, sem necessidade de turbulências desnecessárias.

Pondere esses fatores antes de abrir a conta conjunta e felicidades ao casal!

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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