Contas digitais: saiba o que são e se valem a pena

Contas digitais: saiba o que são e se valem a pena

A tendência a resolver tudo pela internet é um caminho sem volta – e, pode falar a verdade, ficamos até mal acostumadas com isso. Muitas mulheres, se pudessem, até cuidariam de suas contas bancárias sem colocar os pés na agência. Se você faz parte deste time, você é uma ótima candidata a ter uma conta digital. Além da praticidade, ela é conhecida por ser isenta de tarifas bancárias. Os gerentes de bancos não costumam fazer muito alarde a respeito delas justamente por conta deste benefício.

A gratuidade pode ser oferecida porque, nessa modalidade, a cliente só pode realizar movimentações e transações financeiras pelos canais eletrônicos do banco, como terminais de autoatendimento, aplicativo, internet banking e atendimento telefônico. Assim, o custo operacional da instituição financeira com essa cliente acaba sendo menor do que com aquela que precisa resolver suas pendências na agência física.

Atualmente, seis bancos oferecem contas digitais: Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Intermedium, Original e Neon, sendo que os dois últimos não possuem agências físicas (saiba mais sobre todos eles a seguir).

Vantagens e desvantagens

A isenção de tarifas bancárias é, sem dúvidas, o maior chamariz das contas digitais. Ela ocorre não apenas na manutenção em si mas, também, na emissão de TEDs e DOCs – o que é uma mão na roda para quem transfere recursos para corretoras de investimentos, por exemplo.

“Além disso, alguns bancos permitem que ela seja aberta diretamente pela internet, sem precisar ir até uma agência física”, adiciona a consultora financeira Viviane Ferreira, certificada pelo IBCPF. Nestes casos, o procedimento varia de acordo com cada instituição, mas é comum que elas peçam para que a cliente tire uma foto dos documentos solicitados e de sua assinatura e faça uma selfie, que faz a vez de foto 3×4. A praticidade se estende para os serviços, uma vez que você poderá resolver muitos assuntos relacionados à sua conta onde quer que esteja.

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Se por um lado isso é uma vantagem, pode ser que se torne um revés dependendo das suas demandas financeiras. Isso porque, como o banco não cobra tarifas rotineiramente, todo tipo de suporte presencial será cobrado à parte – incluindo pagamento ou transferência realizada nos guichês de caixa e fornecimento de folhas e talão de cheques. As tarifas praticadas, assim como o suporte presencial oferecido por gerentes e demais funcionários, variam de acordo com a instituição.

“Quem usa muito esses serviços pode acabar no prejuízo se tiver que pagá-los avulsamente. Por isso, recomendo contas digitais apenas para quem precisa pouco deles”, orienta Viviane. “Por exemplo, tive uma cliente que fez algumas operações de empréstimo e consórcio na conta digital, mas teve problemas com o serviço. Depois, teve grande dificuldade para resolver a questão. Neste caso, olhar no olho para negociar e entender a proposta teria ajudado bastante”, alerta.

Conheça suas opções

Os seis bancos que oferecem contas digitais dispõem às suas clientes condições diferentes. “Cabe à consumidora comparar os pacotes de serviços oferecidos por cada um e escolher a melhor opção para si”, diz Viviane. Entramos em contato com as seis instituições para trazer informações que podem ajudar você a tomar sua decisão. Lembre-se que, aqui, trazemos apenas um resumo e nada substitui a leitura do contrato e a sua observação às taxas e tarifas que possam ser cobradas.

Itaú: oferece a iConta, destinada apenas a pessoas físicas, que pode ser aberta pelo app do banco. O uso de talões de cheques é cobrado à parte, assim como DOCs e TEDs solicitados em canais pessoais. É possível acessar a tabela de tarifas neste link. Mais informações em: www.itau.com.br.

Bradesco: oferece a DigiConta, que inclui a solicitação de empréstimos e consórcios sem tarifas extras e dá direito a cartão de crédito. A cliente precisa comparecer a uma agência física para a abertura da conta. O banco não forneceu sua tabela de taxas praticadas até o fechamento desta matéria. Mais informações em: www.bradesco.com.br.

Banco do Brasil: relançada no dia 19 de novembro, a chamada Conta Fácil pode ser aberta pelo celular e oferece uma opção gratuita e uma paga. A gratuita dá direito a um cartão de débito e estabelece limite de movimentação mensal de R$ 5 mil, um saque e um extrato por mês. Já a paga cobra tarifa de R$ 9,90 por mês, que pode ser convertida em bônus para celulares pré-pagos, permitindo dois extratos e quatro saques ao mês. Mais informações em: www.bb.com.br.

Intermedium: como possui poucas agências espalhadas pelo Brasil, permite que todos seus serviços sejam feitos pelo app, inclusive a abertura de conta e depósito de cheques. Os saques são ilimitados e feitos pela rede Banco 24 horas. Trabalha apenas com TEDs, oferece opções de investimentos como CDBs e LCIs e dispõe cartão de crédito sem anuidade. Mais informações em: www.intermedium.com.br.

Original: dispõe de atendimento de gerentes e consultores pelo app, internet ou telefone, visto que é 100% digital. Ao contrário dos demais bancos, oferece pacotes de serviços pagos aos seus clientes. O mais básico, que permite uma transferência DOC/TED, cinco saques e extratos ilimitados custa R$ 24,90. Os demais pacotes estão disponíveis neste link. Mais informações em: www.original.com.br.

Neon: não obtivemos respostas até o fechamento da matéria.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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