Despesas do início de ano ou final: quando gastamos mais?

Despesas do início de ano ou final: quando gastamos mais?

As despesas do início de ano sempre assustam. Depois de pagar tantas contas, você imagina que o sufoco vai passar e que, finalmente, terá mais folga no orçamento. Até que chega o segundo semestre e você lembra que logo terá que gastar mais uma grana com festas e presentes. A verdade é que existem gastos previsíveis ao longo do ano todo, mas qual será a época que mais consome nosso dinheiro? Levantamos as principais despesas de cada uma a seguir.

Primeiro semestre

Não é segredo para ninguém que, com o ano novo, também chegam mil e uma despesas, a começar pelo IPTU e IPVA. Se você juntou dinheiro ao longo do ano anterior, poderá aproveitar os benefícios de pagá-los à vista. Em São Paulo, o IPTU sai 5% mais barato e, no Rio de Janeiro, 7%. Já o IPVA tem desconto de 3% e 8% nas duas capitais, respectivamente*. Em alguns casos, é mais indicado parcelar – por exemplo, quando você não poupou para este fim, quando o pagamento à vista comprometerá as demais despesas da casa ou quando o desconto não é suficiente para que valha a pena que você tire dinheiro de seus investimentos para quitar a conta.

Quem tem filhos em idade escolar também deve se preparar para lidar com o valor da matrícula, que pode ser bem salgado. Fizemos uma matéria com algumas dicas para não cair em ciladas e economizar na matrícula escolar – clique aqui e veja. É preciso, ainda, ficar de olho nos gastos com material e uniforme escolar, que também valem para quem matriculou os pequenos em escola pública.

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Não se esqueça, ainda, da fatura do cartão de crédito de dezembro. Janeiro é aquele mês em que, se você não segurou os impulsos e passou tudo no crédito – em vez de pagar à vista para ter maior controle das finanças –, acabará amargando um boleto nada amistoso.

Também é nessa época que é cobrada a contribuição anual para órgãos de classe, sindicatos ou associações, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Se for o seu caso, lembre-se de incluir este gasto na conta. Não se esqueça, ainda, de considerar despesas com presentes de Páscoa e Dia das Mães.

Segundo semestre

As despesas dessa parte do ano se resumem a, basicamente, festividades. Apesar de parecer pouca coisa, não podemos subestimar o potencial do final do ano de arruinar as finanças quando não há planejamento. A começar pelo Dia das Crianças, uma data crítica para quem tem filhos.

Dezembro vai chegando e logo lembramos dos presentes para a família toda, da ceia de Natal e da festa de Ano Novo. Além disso, geralmente, é nessa época que acontecem as férias coletivas nas empresas, levando muita gente a aproveitar o período para marcar aquela viagem – que, dependendo do destino e da maneira que for planejada, pode custar bastante.

Veredito?

Apesar da lista de presentes e festividades ser extensa no segundo semestre, o primeiro ainda traz o maior volume de despesas. Mas isso não significa que você pode relaxar assim que julho chega. Aproveite a época para se planejar e não passar sufoco nos primeiros meses do ano.

É possível, por exemplo, guardar um pouco de dinheiro todo mês para ter o necessário para quitar à vista todas as contas de início de ano. Nesse vídeo, Carol Ruhman Sandler ensina como fazer isso:

Outra medida sábia é gastar o 13º salário com cautela: em vez de torrar tudo nas compras de final de ano, guarde ao menos uma parcela para dar conta do IPTU, IPVA e cia. Nessa matéria você vê mais dicas para colocar essa dica em prática.

Lembre-se que a maior parte destes gastos é fixa, então, não será uma surpresa quando o boleto chegar. Se você tem como se planejar, faça isso, evite as dívidas e tenha uma vida financeira mais equilibrada.

*Dados de 2017.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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