Diversificar os investimentos é uma boa opção?

Diversificar os investimentos é uma boa opção?

Na hora de pensar em investimentos, as pessoas costumam ficar em dúvida sobre a estratégia que devem adotar: apostar em uma única aplicação ou diversificar a carteira de investimentos? Bom, a resposta vai depender do quanto você está disposta a investir.

A grosso modo, manter uma carteira diversificada pode ser visto como um mecanismo de segurança, assim o risco do investimento não fica concentrado em uma única aplicação, é uma maneira de você ter mais opções de rentabilidade, caso a conjuntura econômica não favoreça determinado ativo.

Por exemplo, no último ano nós vimos que a Bolsa de Valores teve resultados muito aquém do esperado. O índice Ibovespa acumulou queda de 16% no ano e ficou em último lugar em um ranking com o desempenho de 48 bolsas de valores ao redor do mundo. Diante desta realidade, uma investidora que aplique na bolsa pode ter perdido dinheiro, mas fica resguardada do prejuízo se mantiver outros investimentos com desempenho melhor que o mercado de renda variável.

Em momentos de instabilidade econômica e um cenário político difícil de prever, a indicação de alguns especialistas é apostar nos investimentos mais conservadores. Sendo assim, no exemplo acima, se a investidora tiver uma carteira diversificada entre ativos de renda variável e outros de renda fixa, ela pode compensar um pouco as perdas da primeira modalidade com os ganhos da segunda.

A regra vale para qualquer montante de investimento?

Eis ai o contraponto da explicação acima, manter uma carteira diversificada nem sempre pode ser bom negócio. Para quem vai investir quantias mais modestas (até R$ 10 mil, no máximo), diversificar a carteira significa perder rendimento ou mesmo não ter um resultado bom o suficiente para manter o dinheiro aplicado.

É que nestes casos, como a quantia seria dividida em mais de uma modalidade, os rendimentos diminuem, ao mesmo tempo em que a investidora ainda tem que arcar com as taxas de administração de cada investimento. Ou seja, o custo para manter o dinheiro aplicado pode ficar mais elevado, ao passo que os rendimentos ficam mais baixos.

No mesmo sentido, com esse valor seria muito arriscado apostar no mercado de renda variável, principalmente se esta for a única quantia que a investidora dispõe para aplicar. Quem investe em ações, por exemplo, normalmente visa o longo prazo e tem sangue frio para assumir o risco de perder grandes quantias de dinheiro, em caso de uma baixa no mercado.

O mais indicado, neste caso, é manter um investimento mais conservador. Se ainda assim a investidora quiser diversificar as aplicações, uma alternativa é dividir o dinheiro entre a caderneta de poupança – isenta de taxa de administração – e o tesouro direto, por exemplo.

A partir do momento em que a quantia disponível para investir for aumentando, é possível avaliar o quão diversificada a carteira pode ser, sempre lembrando se o custo por isso não irá prejudicar significativamente os rendimentos.

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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