É hora de investir fora do Brasil?

É hora de investir fora do Brasil?

Com notícias cada dia mais desanimadoras sobre o desempenho da Bolsa de Valores brasileira, muita gente se pergunta se seria uma boa opção investir no exterior. Bom, a resposta na verdade não é tão simples a ponto de se resumir em “sim ou não”.

Se o investimento no exterior é algo que chama a sua atenção, a primeira coisa a saber é se você tem perfil de investidora de moderado a agressivo. Existem pelo menos três fatores que tornam esse tipo de investimento arriscado: a variação cambial, o risco de mercado e o risco do próprio ativo em que você pretende investir. Ou seja, quem não tem sangue frio para aguentar tantas oscilações, é melhor nem considerar essa opção!

Conhecimento sobre o assunto

Alguns conceitos considerados “lugar comum” podem te enganar na hora de tomar uma decisão. Por exemplo, optar por investir na economia norte-americana porque o dólar está valorizado em relação ao real. Ora, a valorização cambial é um dos aspectos que devem ser considerados antes da tomada de decisão, mas certamente não é o único.

Ainda no mesmo exemplo, seria preciso ponderar se o investimento feito nos Estados Unidos teria um retorno financeiro tão atraente quanto a uma aplicação feita em real. Investir hoje em títulos pós-fixados no Brasil – que são atrelados à taxa básica de juros – é uma opção atrativa, pois pode gerar rendimentos na casa dos 10%.

É a hora certa de investir fora do Brasil?

Encontrar um investimento com taxas de retorno nesse patamar sem envolver muito risco, seria uma tarefa bem difícil na terra do Tio Sam. De forma geral, os investimentos em economias em desenvolvimento envolvem taxas de retorno mais altas, justamente por serem mais arriscados. O retorno mais elevado é uma maneira de compensar o risco que a investidora está disposta a correr. Seguindo essa mesma lógica, as economias mais consolidadas são consideradas mais seguras para o investimento, mas em contrapartida o retorno financeiro é bem mais modesto.

Esses exemplos que estamos dando são só uma maneira superficial de ilustrar o cenário. Pelo que já mostramos aqui, ficou claro que antes de tomar uma decisão é preciso ter muita informação sobre todas as variantes envolvidas no investimento externo.

Como dar o primeiro passo?

Se você quer começar a apostar nessa modalidade de investimento, uma maneira de dar os primeiros passos com um pouco mais de segurança é investir em fundos que mesclem ativos brasileiros com outros do mercado externo.

Para entender melhor como funcionam os rendimentos e se eles realmente valem a pena, o ideal é que esse fundo seja composto principalmente por produtos brasileiros, com um percentual de ativos do exterior que não passem de 20%. Dessa forma você terá uma espécie de termômetro entre as duas modalidades, com uma certa margem de segurança para medir o risco!

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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