Educação financeira agora é obrigatória no currículo do ensino fundamental

Educação financeira agora é obrigatória no currículo do ensino fundamental

A partir de 2018, estudantes do ensino fundamental terão uma nova disciplina obrigatória na escola: educação financeira. Ao longo do ano, as instituições de ensino irão se adaptar às novas diretrizes e terão de 2019 até 2020 para implementar todas as mudanças. A nova disciplina deverá ser abordada principalmente em Matemática e Ciências da Natureza. A iniciativa de introduzir a educação financeira nas salas de aula foi do Banco Central, em conjunto com entidades parceiras.

Mudanças que impactam a vida de milhares de crianças

O objetivo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é englobar vários assuntos à educação financeira, mas principalmente em Matemática, ao ensinar conceitos básicos de economia e finanças. Porém, outras disciplinas podem abordar o assunto, como por exemplo, em História, ao mostrar a função do dinheiro na sociedade e como ocorreu o consumo em diferentes momentos históricos.

“Esse é um tema recente no mundo todo. No Brasil, nunca tivemos uma cultura de educação financeira nas escolas. E será como aconteceu com a educação ambiental, que foi aos poucos incorporada de uma forma transversal. Eu considero muito acertada a decisão de trazer esse assunto para as escolas, já que, independente da profissão que o adulto escolher, o dinheiro é um elemento que estará presente na vida dele. E isso é uma necessidade de todos nós. É como educação para higiene, para saúde e para questões do dia a dia”, pontua a escritora e educadora financeira Andy de Santis.

Não saber lidar com as contas, estourar o cartão de crédito, comprar mais do que pode pagar e não saber avaliar o custo benefício, são reflexos de uma educação deficiente quando o assunto é dinheiro. “Se você trouxer essa base para o início da vida, para a criança ter noções sobre consumo, planejamento, direitos do consumidor e saber mais sobre as contas da família, os efeitos negativos de não saber lidar com questões financeiras podem ser minimizados”, ressalta Andy.

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Reflexos no futuro do Brasil

Em 2017, quatro em cada dez brasileiros terminaram o ano com as contas no vermelho. O levantamento mostrou ainda que 22% dos entrevistados possuem parcelas de empréstimos e financiamentos em atraso, e 47% tiveram um aumento na fatura do cartão de crédito. Apenas 13% conseguiram ter dinheiro guardado em dezembro. Os dados são do Indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Esse panorama é um reflexo da má gestão que o brasileiro faz do seu dinheiro. Para Andy, levar esses ensinamentos para dentro da sala de aula é uma forma de mudar a realidade da nossa sociedade. Uma vez que os próprios pais não têm esse conhecimento, torna-se papel do educador fazer a diferença. “A escola pode ser um agente para influenciar as crianças, que por sua vez podem ser mobilizadoras de suas famílias. Como ocorre quando a criança vai para casa ensinar os pais a não jogarem o lixo na rua. Quando traz a educação financeira para sala de aula, você educa a população”, conclui.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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