“Educação financeira me ajudou a recomeçar a vida”

“Educação financeira me ajudou a recomeçar a vida”

Ter uma relação harmoniosa com o dinheiro é importante não só para ficar livre de dívidas. Independência financeira é a chave para retomada de um baque forte na vida. A empresária Maria Silva* foi vítima de violência doméstica e conta como o controle financeiro a ajudou a dar a volta por cima.

Olá, meu nome é Maria, sou uma empresária recomeçando a vida, passando por altos e baixos como qualquer outra pessoa.

Comecei a trabalhar em 2006, com 19 anos, em uma multinacional em Piracicaba, no interior de São Paulo.  Como todo jovem que começa a trabalhar, tive o deslumbre de ter um salário e gastar tudo o que recebia, pois tinha pouco conhecimento sobre controle financeiro. Tive uma avó maravilhosa que me aconselhou sobre dinheiro, pois tudo o que eu recebia, gastava. Eu não tinha controle algum, mas também não utilizava cartão de crédito e nem fazia empréstimos porque morria de medo do endividamento.

Segui o conselho dela e procurei me informar sobre diversos investimentos. Li vários livros, sites, jornais e a partir daí comecei a me interessar pelo assunto. Descobri que para se ter algo grandioso é necessário fazer certos sacrifícios. Eles me proporcionaram grandes conquistas, como ter meu primeiro carro, comprar meu primeiro notebook, celular de última geração – gastos estes que eram totalmente planejados e investimentos que eu continuava mantendo mensalmente para realizar meus sonhos.

Em 2010 minha vida virou de pernas para o ar. Na época, casei com uma pessoa que não tinha controle algum dos gastos, gastava mais do que recebia, não aceitava críticas sobre os gastos excessivos e gastava até mais do que o salário que eu ganhava. Mesmo quando eu o alertava sobre a situação, ele não aceitava ter um controle financeiro, alegando que trabalhava e que tinha o direito de gastar com o que quisesse. Com as dívidas, a vida financeira dos dois foi para o fundo do poço.

Nem preciso falar que meu casamento começou a se deteriorar em função dos problemas financeiros. Em 2013 veio o divórcio, durante o processo fui vítima de violência doméstica. Ele tentou tirar a minha vida alegando que eu só sairia de casa se fosse morta. Devido a essa violência sofrida, passei meses trancada em casa, em depressão profunda a ponto de não querer mais sair da cama. Com a ajuda de amigos, vizinhos, e hoje do meu atual marido,  tive forças para recomeçar minha vida – serei eternamente grata a eles por este apoio. Retomei  o controle da situação e mesmo tendo ficado com uma dívida de mais de R$100 mil em meu nome, graças ao conhecimento que adquiri no começo da minha carreira e com a leitura de livros, consultoria financeira, sites, vídeos e tudo o que ensinavam sobre finanças pessoais, estou conseguindo recuperar a minha vida financeira. Hoje falta muito pouco para quitar esse valor.

Se eu pudesse aconselhar a todos, com certeza meu conselho seria: aprenda sobre finanças pessoais, pois foi por meio deste conhecimento que consegui dar a volta por cima e recomeçar de onde caí.

Abraços,

Maria.

*Nome fictício para preservar a identidade da dona do depoimento.

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Fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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