Empreendedorismo feminino: quando as flores ajudam ações sociais e o meio ambiente

Empreendedorismo feminino: quando as flores ajudam ações sociais e o meio ambiente

Em 14 anos, o empreendedorismo feminino cresceu 34%. Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em 2014, o Brasil tinha 7,9 milhões de empresárias. A estimativa do órgão é de que o faturamento de 75% das empreendedoras chegue a R$ 24 mil por ano e elas já ocupam 43,2% dos cargos de gerência nessas empresas. Os números são positivos, mas ainda podem melhorar.

Para incentivar o crescimento das mulheres no mercado empreendedor, em 19 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. Instituído pela ONU em 2014, o objetivo é incentivar mulheres a se tornarem líderes, iniciarem startups e impulsionarem o crescimento econômico.

Divulgado em março de 2017, o levantamento mostrou ainda que 40% das empresárias têm menos de 34 anos e estão concentradas principalmente em quatro áreas de atuação: restaurantes (16%), serviços domésticos (16%), cabeleireiras (13%) e comércio de cosméticos (9%). A maior parte empreende dentro de casa (35%).

Para incentivar mais mulheres a investirem em suas carreiras, o Finanças Femininas traz mais uma história de um projeto desenvolvido por duas jovens que uniram o empreendedorismo, ação social e economia sustentável por meio das flores.

História de sucesso: projeto Flor mais um

Ao decorar uma festa com flores, você já se perguntou como poderia reutilizá-las? Pensando na natureza e em uma grande oportunidade de negócio, a economista e técnica em meio ambiente Marina Porto, de 23 anos, desenvolveu o Flor mais um. O que era para ser um projeto de fim de curso se tornou uma empresa que, há três meses, distribui alegria e perfume por bairros de São Paulo.

O objetivo é recolher as flores doadas de festas e utilizá-las para fazer buquês e arranjos, para revendê-los por um preço mais em conta. A melhor parte é que 10% do que é arrecadado é repassado a instituições de caridade. “Sou muito apaixonada por sustentabilidade e empreendedorismo. Participei de um curso de liderança e, como projeto, tinha que desenvolver uma empresa. Pesquisei sobre reutilização de produtos e decidi trabalhar com flores”, comenta Marina.

Com a ajuda da sócia, a administradora Catarina Gorgulho, 27, o projeto toma forma para crescer ainda mais. “Durante a faculdade, a Marina me convidou para ajudar. Vi uma oportunidade de fazer um trabalho verde, no sentido de recolher as flores que são jogadas fora em eventos. São muitas flores que vão para o lixo. Nós as reutilizamos e, a cada mês, ajudamos uma ong”, diz.

Para aumentar o negócio

A vontade de crescer e expandir o negócio é o combustível dessas jovens empreendedoras. Os próximos passos já estão planejados e sendo colocados em prática. Quem passa por bairros como Vila Madalena, Moema e Bela Vista pode topar com uma bicicleta cheia de charme e arranjos de flores prontos para serem vendidos. E também é possível levar a floricultura móvel para o seu evento.

Para as apaixonadas pelas plantas, há uma assinatura mensal, que entrega os arranjos na porta da sua casa. Tudo é reutilizado e pensado para melhorar o meio ambiente. “Nós também compramos flores novas e fazemos consultoria de estilo para restaurantes. Nós vamos lá, decoramos e no final retiramos as flores para revender”, explica Marina.

flormais-um

Ainda não é possível falar do faturamento real da empresa, mas Marina revela que já está na casa dos milhares. “Estamos fechando parcerias para o fim do ano. Queremos colocar garrafas pintadas a mão, trabalhar com uma marca de chocolate, vender aromatizadores e velas. Além de incrementar as flores e aumentar a receita, daremos mais opções aos consumidores.”

Fazer o bem ao próximo

Mesmo com tão pouco tempo de existência, o trabalho social já atingiu ongs, creches, hospitais e até um casamento. Sem condições para fazer uma festa, a turma do curso de eventos do Senac resolveu ajudar um casal de São Paulo e reuniu fornecedores, inclusive o Flor mais um. “Entraram em contato com a gente e na hora topamos ajudar. Doamos todas as flores utilizadas na festa”, lembra Marina.

Até o momento, três instituições receberam parte do valor arrecadado. Em setembro, foi a vez do Instituto André Franco Vive, que cuida de cerca de 600 crianças em situação de vulnerabilidade. “Lá, eles fizeram oficina de flores com as crianças, com vasos e tiaras. Foi lindo”, conclui Marina.

O que a floricultura produz pode ser comprado individualmente e por meio de assinatura mensal. São três opções: buquês, caixinhas e mini cones. Os pedidos podem ser feitos pelo e-mail flormaisum@gmail.com ou pelo site.

Fotos: Flor mais um

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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