Finanças Femininas investiga: por que poucas mulheres investem?

Finanças Femininas investiga: por que poucas mulheres investem?

De acordo com dados do Tesouro Direto, apenas 25,2% de seus investidores são mulheres. Na bolsa de valores, esse percentual cai para 23%. Afinal, por que poucas mulheres investem?

Para investigar a situação, Carol Ruhman Sandler e Karina Alves convidaram Ana Baraldi e Isabella Paschuini – que acabaram de lançar um curso de investimentos para iniciantes da Vérios Investimentos – para o episódio #8 do Mapa da Mina, o podcast do Finanças Femininas. A empresa atua como uma gestora de investimentos, que utiliza robôs para aplicar os recursos dos clientes da melhor maneira possível.

Apesar da facilidade em aplicar, Ana e Isabella comentam que apenas 18% dos investidores cadastrados na empresa são mulheres – que, muitas vezes, acham muito complicado fazer investimentos. Essa informação incentivou as duas a elaborarem o curso de investimento para iniciantes. O fato de serem duas mulheres ensinando já seria suficiente para aumentar o interesse do nosso gênero – afinal, representatividade importa, e muito. Soma-se a isso a linguagem simples e objetiva,sem executivos engravatados falando “economiquês”. O resultado: 56% dos participantes do curso são mulheres.

O que falta para nós, mulheres, começarmos a investir?

Quando você pensa em mercado financeiro, qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça? Provavelmente, um homem branco, engravatado e de perfil imponente. Isso comprova como essa área ainda é masculinizada. Em uma entrevista para Ana e Isabella, a economista Itali Collini destacou alguns fatores que colaboram com essa imagem, como o histórico de dominância econômica dos homens sobre as mulheres e de como não somos incentivadas a ter o mesmo envolvimento com o assunto – sem falar na dupla jornada, que deixa menos tempo livre para pensar em investimentos. É difícil para a mulher se enxergar no meio deste mundo de homens brancos que se assemelham ao Lobo de Wall Street.

Na conversa, Carol ainda destaca como o salário desigual e a dificuldade em chegarmos a cargos de liderança faz com que seja mais difícil para nós, mulheres, investirmos – afinal, não há como negar que é mais fácil aplicar recursos quando se tem um patrimônio maior.

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Homens x mulheres na hora de investir

Tanto Carol e Karina quanto Ana e Isabella concordam que nós, mulheres, costumamos ser mais conservadoras na hora de investir. Tentamos entender melhor como o investimento funciona e o que pode acontecer com o dinheiro aplicado, buscando explicações e conversando a respeito.

O conservadorismo, no entanto, acaba sendo exagerado quando a precaução se transforma em medo puro – algo extremamente comum. Para este mal, um remédio simples: informação. Quando entendemos, tomamos mais riscos e aplicamos nosso dinheiro sem medo.

Como começar a investir?

As representantes da Vérios ensinam que a primeira atitude é definir um objetivo. Também é preciso criar o que elas chamam de “reserva de oportunidade” – um colchão financeiro que serve tanto para lidar com emergências, como o carro que quebrou, quanto com coisas boas, como aquela promoção de passagens inesperada.

Os demais passos elas explicam ao longo desse enriquecedor bate-papo. Ficou interessada? Para ouvir o podcast completo, clique aqui e confira muito mais informações sobre mulheres e investimentos. Para se inscrever no curso da Vérios Investimentos, clique aqui.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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