“Fui uma das 5 mulheres formadas em engenharia na minha turma”

“Fui uma das 5 mulheres formadas em engenharia na minha turma”

*Martha Romanelli Perressim

Quando optei por fazer engenharia em 2005, não tive grandes surpresas por ser uma das poucas mulheres na sala de aula. O fato ficou ainda mais evidente quando optei por estudar mecânica e fazer parte do “seleto grupo” de cinco mulheres que se formaram neste curso, no fim de 2010.

Porém, ao longo dos cinco anos de faculdade, notei que cada vez mais mulheres entravam na engenharia e se envolviam nas atividades antes dominadas pelos garotos: algumas trabalhavam nos grupos que desenvolviam carros de competição, outras se dedicavam com muito empenho em iniciações científicas e, cada vez mais, senti que a realidade do meu curso mudava para melhor.

 

Em muito dos cursos extracurriculares que fiz, principalmente de idiomas, notava que minha sala era composta, em sua maioria, por mulheres – às vezes, curiosamente, só por elas. Tempos depois, sem nunca esquecer disso, confirmei esta percepção quando li os resultados da pesquisa “Estatística de Gênero – Uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010”, feita pelo IBGE.

A escolaridade formal e o acesso das mulheres à educação foram consolidadas ao longo das últimas décadas: em 2010, 54,7% dos alunos entre 15 e 17 anos de idade matriculados no ensino médio, eram mulheres, sendo que grande parte dos 45,3% de homens estavam atrasados em relação ao nível escolar esperado. Esta proporção permanece igual para o nível superior, sendo os percentuais femininos maiores em todas as regiões do Brasil.

Foto_MarthaPerressimDivulgação/Impulso Beta

Além disso, no âmbito mais global, a taxa de analfabetismo entre as mulheres caiu de maneira relevante: em 2000, elas estavam equiparadas aos homens, sendo 12,9% delas incapazes de ler ou apenas capazes de assinar o próprio nome. Em 2010, apenas 9,1% delas mantinham essas dificuldades, ficando à frente dos homens que ainda respondiam por 9,8% dos incapazes e confirmando a evolução na escolarização feminina.

Particularmente, acredito piamente que o acesso à educação em qualquer nível pode contribuir para o desenvolvimento social da mulher, tornando-a capaz de tomar suas decisões de maneira independente e contribuindo para a redução da desigualdade entre os gêneros. Muitas delas, antigamente presas a situações familiares pouco agradáveis, puderam adentrar o mercado de trabalho e ganhar espaço em todas as profissões, inclusive aquelas dominadas predominantemente pelos homens.

*Martha Romanelli Perressim é uma das mulheres que vêm cada vez mais aumentando a presença feminina na engenharia. Ciente de que faltam exemplos de mulheres líderes nesta área, sonha em incentivar as garotas a se interessarem por ciências exatas e a progredirem no âmbito profissional. 

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