Ganham menos, pagam menos: loja cobra mais barato de mulheres

Ganham menos, pagam menos: loja cobra mais barato de mulheres

O dado de que no Brasil, em média, as mulheres ganham 30% a menos que os homens já bem conhecido por nós. No entanto, apesar da informação gerar indignação, a mobilização para mudar esta realidade ainda é bem tímida. Colocar a discussão na mesa já foi um passo dado, a partir de agora é preciso que haja um esforço coletivo para a mudança desta cultura injustificável.

Com o objetivo de questionar este problema, um grupo de mulheres norte-americanas lançaram um interessante projeto nos Estados Unidos, chamado Less than 100 (Menos que 100, em tradução literal). Realizado inicialmente na Pensilvânia, o primeiro evento reuniu um grupo de 46 artistas, que vendiam produtos variados, porém o que realmente chamou a atenção foi o critério de precificação das mercadorias. As organizadoras focaram nas estatísticas daquele estado, as quais davam conta de que as mulheres recebiam, em média, somente 76% do salário dos homens. Sendo assim, os produtos oferecidos no projeto eram cobrados com 100% do valor total para o público masculino, enquanto mulheres pagavam apenas 76% do preço cobrado deles.

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Recentemente uma campanha feita em um restaurante de São Paulo chamou atenção para a desigualdade de salários pela mesma ótica, oferecendo um menu aos clientes no qual os pratos eram 30% mais caros para homens. Vale ressaltar que a informação sobre a diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil foi constatada a partir de levantamento feito pelo IBGE.

O projeto norte-americano foi lançado em abril deste ano e as organizadoras pretendem leva-lo agora para o estado da Louisiana. Além da estratégia de diferenciar os preços entre homens e mulheres para destacar a desigualdade de salários, o evento ainda promove debates sobre o que as mulheres vem conquistando ao longo dos anos, com o objetivo de conscientizar as gerações mais novas a levantarem a bandeira da igualdade entre gêneros. Pequenas empreendedoras também tiveram a oportunidade de receber capacitação para melhorarem, por exemplo, suas habilidades para negociação.

É animador ver iniciativas como estas ganhando respaldo. Que projetos como estes continuem acontecendo até que a igualdade salarial entre gêneros seja mais uma de nossas conquistas!

 

Crédito da foto: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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