Gravidez inesperada: saiba como juntar dinheiro para a criação de seu filho

Gravidez inesperada: saiba como juntar dinheiro para a criação de seu filho

O casal ainda está na fase do namoro, curtindo um ao outro, quando de repente surge uma enorme surpresa: uma gravidez inesperada. O preservativo furado, o anticoncepcional esquecido, enfim, seja qual for o contexto, a situação ainda é muito comum na vida de vários casais, muitos deles bem jovens. Mas, e agora? Os dois que até então se esforçavam para conseguir manter as próprias contas em dia precisam agora sustentar mais uma pessoa na família. Como preparar-se financeiramente para a chegada do bebê?

Encarar este desafio não é simples, mas o professor de economia do IBE-FGV, Mucio Zacharias, aponta um planejamento que deve ser feito em duas etapas: a primeira em curto prazo, durante a gestação, e a segunda a longo prazo, para a criação do filho até a fase adulta.

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Curto prazo

O casal sabe que a partir de agora terá que lidar com despesas contínuas até o nascimento da criança. O acompanhamento médico da gestante, enxoval do bebê, berço, cadeirinha para o carro, carrinho de passear, além de outros gastos que o bebê terá constantemente, com fraldas, por exemplo.

Neste sentido, a única forma de conseguir arcar com as novas despesas é organizando o orçamento. “Ainda que seja em uma folha de papel, mas o casal precisa saber o quanto entra e quanto sai em dinheiro. É preciso saber exatamente o dinheiro que os dois terão e quais são as contas a pagar”, afirma o professor. Somente a partir desta avaliação primária o casal saberá ao certo como conseguirá cortar despesas no orçamento para se adequar à nova realidade.

Longo prazo

A criação de um filho custa caro. O professor destaca que dos gastos que os pais têm até que os filhos atinjam idade entre 20 e 23 anos, cerca de 35% é direcionado somente para educação. Além disso, ele reforça que o montante para arcar com as despesas desde a escola até a faculdade pode variar entre R$ 700 mil e R$ 800 mil.

teste-gravidez

Sendo assim, é preciso organizar-se para poupar a longo prazo. Apesar do momento de crise estar assustando a todos, o professor salienta que quem souber aproveitar este período para aplicar, poderá ter grandes ganhos no futuro. “Existem opções de títulos públicos que pagam uma taxa pré-fixada e a inflação, ou seja, temos títulos hoje com remuneração de 15% ao ano, com prazos que podem passar de vinte anos”, explica. Na avaliação do especialista, esta seria uma boa opção de investimento para pensar em longo prazo, pois o risco é baixo e a remuneração interessante, ideal para custear despesas altas ao longo da criação de um filho. Ele cita também o exemplo do CDB em grandes bancos – por possuírem baixo risco de falência – e possibilitarem rentabilidade entre 4% e 5% ao ano, acima da inflação.

“Existem duas possibilidades, o casal se organizar para poupar dinheiro e ter um ótimo retorno com os investimentos ou acabar entrando no endividamento no cheque especial ou cartão de crédito, que pode chegar a juros de 300% ao ano”, alerta. Entre a organização que permite um alto rendimento e o gasto sem planejamento que trará uma dívida sem precedentes, o casal precisa ter em mente que a melhor opção dependerá de disciplina de ambos para poupar e planejar.

O especialista reforça ainda que a chave para que os dois consigam optar pelo melhor caminho é ter sempre o diálogo como aliado. “Essa cultura de conversar e planejar o futuro pode inclusive ser passada para a criança ao longo dos anos, os filhos agradecem”, finaliza.

Crédito das fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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