Já é hora de acabar com o seu stress

Já é hora de acabar com o seu stress

Pense na última vez que você teve um dia tranquilo no trabalho, sem stress, bem humorada, satisfeita e empolgada com seus projetos. Está difícil recordar de épocas assim? Se o estresse é uma constante em sua rotina, sua realidade é compatível com uma enorme fatia da população brasileira. Dados de pesquisa feita pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS) apontam que, no Brasil, a fatia de pessoas que experimentam stress extremo é bem mais elevada do que nos Estados Unidos. Enquanto aqui 34% dos entrevistados declararam nível máximo de stress, na população norte-americana o percentual foi de 20%.

O stress pode ser a porta de acesso a males muito maiores, como depressão, crises de ansiedade, ataques de nervos, além de prejudicar o convívio social e as relações dentro e fora do local de trabalho. Situações de stress favorecem o aumento do hormônio cortisol, que além de causar problemas como diabetes, hipertensão e obesidade , atuam inibindo uma região do cérebro responsável pela memória e controle das emoções. Ou seja, o stress interfere na qualidade dos seus julgamentos e decisões.

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Quantas vezes você já tomou uma decisão de cabeça quente e se arrependeu segundos depois? E aquela discussão desnecessária com sua mãe, namorado ou amigo em função do seu nervosismo com o trabalho? Sem contar no sentimento de frustração de permanecer em uma situação que está consumindo suas energias. A respeito deste assunto, a consultora norte-americana Marie Forleo cita uma frase interessante do escritor alemão Eckhart Tolle: “Todo stress vem de estar aqui, mas desejar estar lá”.

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A constatação é verdadeira, mas apegar-se a este princípio e não tomar uma atitude a respeito, não é uma decisão sábia. Afinal, como conseguir uma mudança de contexto se não está sendo feito um esforço para que uma transformação aconteça? Na verdade, como a própria consultora ressalta, existem dois tipos de stress: aquele nos auxilia na defesa contra situações de perigo, por exemplo,  forma como seus sentidos se aguçam no momento em que você leva um susto. Por outro lado, existe o stress ruim, que é este que nos leva a somatizar circunstâncias ruins do cotidiano, que altera nosso humor, prejudica nossa produtividade e deixa a vida mais sem graça.

Neste sentido, a especialista aponta duas saídas para impedir que o stress avance. A primeira delas é a aceitação do problema. Em muitos momentos da vida, não estaremos no contexto que gostaríamos. O emprego pode não ser o ideal, a função dentro da empresa está aquém do você imaginava, o cotidiano com o chefe estar cada dia mais desgastante. A questão é que ficar desejando que fosse diferente, mas sem fazer nada a respeito, não te levará a lugar nenhum. O único resultado que isso pode trazer, é aumentar seu nível de stress.

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Aceitar o problema não significa adotar uma postura de resignação. Em vez de varrer a poeira para baixo do tapete e evitar lidar com a questão de frente, a aceitação te fará questionar sua atual posição com senso crítico e clareza das ideias. É de cabeça fria que você terá condições de se preparar para ter aquela conversa difícil, para traçar uma estratégia em busca de um novo emprego ou para tomar qualquer que seja a decisão difícil que você tenha pela frente.

Existem também as situações em que não há nada que possa ser feito para solucionar a situação. Exemplo: você deu o melhor de si para fechar os relatórios da empresa para o trimestre e agora está nervosa a respeito do feedback, com receio de ter um retorno negativo. Ou então a chefia do seu departamento muda e você está apreensiva quanto às possíveis mudanças dentro da equipe. É hora de canalizar sua ansiedade de uma outra maneira. Pratique exercícios, procure meditar para melhorar sua concentração e a qualidade do seu sono. Transferir essa preocupação para situações estressantes é como imaginar que a buzina do seu carro seja capaz de dissolver o trânsito ruim. Em vez de perder a paciência e chegar em casa irritada depois de xingar um monte de gente na rua, você poderia simplesmente aumentar o som do seu carro com sua playlist favorita. O tempo gasto para fazer o caminho é o mesmo, com a diferença que a segunda opção te deixa mais leve.

Fotos: Shutterstock

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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