Jovens latinos são os que menos temem preconceito por gênero

Jovens latinos são os que menos temem preconceito por gênero

A América Latina é a região do mundo em que os jovens da geração Y – com idade entre 18 e 30 anos – estão menos receosos de não conseguirem as chances que merecem por questões de gênero. A percepção foi constatada em levantamento global feito pela consultoria Universum, a qual identificou os principais medos profissionais da geração Y ao redor do mundo. Ao todo, foram entrevistadas 16 mil pessoas de 43 países diferentes. O levantamento foi detalhado pelo portal Exame.

De uma maneira geral, o receio de não ter uma boa chance profissional em função do gênero esteve entre as últimas colocações na lista de temores de todas as regiões do mundo. Na América Latina, no entanto, o percentual foi o menor em comparação a outras regiões, com apenas 4% das respostas dos entrevistados. No Oriente Médio e na Europa Central e Oriental, 5% dos entrevistados tem este temor. Em seguida aparecem Europa Ocidental, Ásia e Pacífico com 9% das respostas, América do Norte com 10% e, por fim, 11% dos entrevistados na África têm receio que as questões de gênero os atrapalhem a aproveitar as chances profissionais. A média global foi de 8%.

O estudo não reflete o que de fato impede as oportunidades profissionais, mas sim a percepção de realidade aos olhos da geração Y. Mas se sempre batemos na tecla de oferecer oportunidades iguais a homens e mulheres – que define o feminismo –  é interessante notar que esta geração tem um receio relativamente baixo de perder oportunidades profissionais em função do gênero, em comparação a outros tópicos mais citados. É um levantamento que nos dá margem que a cultura tende a caminhar por um lado mais igualitário e equilibrado para mulheres e homens.

medos_profissionais

Outros destaques

Na América Latina, o maior temor dos jovens é não realizar os objetivos na carreira, resposta que foi dada por 49% dos entrevistados. Em seguida, vem o receio de ficar estagnado e sem oportunidade de desenvolvimento (46%), ter um desempenho inferior ao esperado (32%), não encontrar um trabalho compatível com a personalidade (29%) e em quinto lugar trabalhar em um ambiente hostil (18%).

Na média global, ficar estagnado e sem oportunidade de desenvolvimento liderou as respostas dadas pelos entrevistados, com 40%. O segundo maior medo é o de não realizar objetivos na carreira (32%), seguido de não encontrar um trabalho compatível com a personalidade (32%), ter desempenho inferior ao esperado (22%) e misturar a vida pessoal com a profissional (20%).

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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