Me separei, e agora?

Me separei, e agora?

Olá, meninas! Estreia hoje a coluna Vida Que Segue, feita pela empresária Thais Mucher e a advogada Eugênia Zarenczanski, responsáveis pelo ISeparei. Uma vez por mês elas falarão sobre temas relacionados ao processo de separação. 

Quando nos casamos e resolvemos constituir uma família com a pessoa amada, a intenção é ficar juntos para sempre. Mas e quando isso não acontece? Existem inúmeros motivos que levam um relacionamento a não dar certo: o casal desenvolve interesses conflitantes, ciúme excessivo, perda do interesse sexual no parceiro, infidelidade e, principalmente, falta de diálogo e respeito. Quando o relacionamento atinge o ponto onde não há mais diálogo, amor, respeito e admiração entre os cônjuges, e um deles, ou ambos decidem que o relacionamento é irreconciliável, a separação é um dos caminhos mais saudáveis. A separação é um ato difícil que requer muita coragem, determinação e, acima de tudo, cabeça fria. Ela representa acordar do sonho de amor eterno; superar as frustrações; o desgaste emocional; as pressões familiares, religiosas e sociais; a tristeza de ver alguém que já foi tão amado partir. Os dias que seguem a separação são terríveis, além de todo lado emocional, tem a questão burocrática….Divisão de bens, pensão, guarda dos filhos.

processo-separacao Dizem que o divórcio é uma saída de quem desiste de tentar e, exatamente ao contrário, é um grande desafio para conseguir equilibrar as emoções e determinar os direitos e obrigações de ambos. O divórcio pode ser Litigioso ou Consensual. A litigação acontece quando não há acordo entre as partes quanto às cláusulas do divórcio, levando a um processo judicial: o Juiz decide por sentença. Por outro lado, quando as partes de comum acordo estabelecem as cláusulas do divórcio, elas podem requerer ao Juiz a homologação ou, quando não há incapazes, bens a partilhar ou filhos menores, podem simplesmente levar ao Cartório. Um dos meios muito utilizados para negociar um divórcio amigável é a Mediação Familiar – meio extrajudicial (fora do Poder Judiciário) – onde o Mediador, um facilitador imparcial e independente, auxilia os envolvidos a construírem opções possíveis e satisfatórias para todos. Mesmo após a separação, quando há filhos, o ideal é que o casal mantenha uma boa relação, pois são eles as maiores vítimas do conflito entre os pais. Como disse o Papa Francisco, muitas vezes a separação é um ato moralmente necessário e até a igreja pode rever a questão do divórcio. ** ** Ficou com alguma dúvida? Quer contar sua história? Entre em contato conosco no ISeparei. A empresária Thais Mucher e a advogada Eugênia Zarenczanski conversam diretamente com mulheres que estão passando pelo fim de um relacionamento. Além de dicas e reflexões que dão apoio emocional e conforto psicológico, trazem também conselhos legais para auxiliar de forma prática.

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